SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
JFS, 67 anos, sexo masculino, tabagista e alcoolista, história de perda de peso não intencional e disfagia para sólidos com início há um mês. Realizou endoscopia que evidenciou lesão vegetante ulcerada há 25cm da ADS, intransponível ao aparelho. Qual dos sinais e sintomas abaixo NÃO está relacionado com irressecabilidade desse tumor?
Sinais de irressecabilidade em câncer de esôfago incluem metástases a distância e invasão de estruturas vitais como traqueia, brônquios, aorta.
A irressecabilidade de um tumor esofágico é determinada pela presença de metástases a distância (como o sinal de Virchow ou derrame pleural hemático) ou pela invasão de estruturas adjacentes que impossibilitam a ressecção curativa, como a traqueia (causando rouquidão por invasão do nervo laríngeo recorrente) ou fístulas (vômica). O contato com o pericárdio, por si só, não é um critério absoluto de irressecabilidade.
O carcinoma esofágico é uma neoplasia agressiva, com alta mortalidade e frequentemente diagnosticada em estágios avançados. A avaliação da ressecabilidade é um passo crítico no planejamento terapêutico, diferenciando pacientes que se beneficiarão de cirurgia curativa daqueles que necessitam de tratamento paliativo ou neoadjuvante. Os critérios de irressecabilidade incluem a presença de metástases a distância (linfonodos não regionais, metástases hepáticas, pulmonares, ósseas, derrame pleural maligno ou ascite maligna), invasão de estruturas vitais como aorta, traqueia, brônquios, coração ou fístulas traqueoesofágicas. Sinais clínicos como rouquidão (invasão do nervo laríngeo recorrente) e vômica (fístula traqueoesofágica) são indicativos de irressecabilidade. O contato com o pericárdio, embora seja um sinal de doença localmente avançada, não é um critério absoluto de irressecabilidade, pois em alguns casos, a ressecção pode ser tecnicamente possível. O estadiamento preciso é fundamental para guiar a decisão terapêutica, utilizando exames como tomografia computadorizada, PET-CT e ultrassonografia endoscópica.
Os principais sinais incluem metástases a distância (linfonodos de Virchow, derrame pleural hemático), invasão de estruturas vitais como traqueia/brônquios (causando rouquidão ou vômica), aorta e fístulas traqueoesofágicas.
O contato com o pericárdio, embora indique doença avançada, não é um critério absoluto de irressecabilidade. Em alguns casos selecionados, a ressecção com parte do pericárdio pode ser tecnicamente viável, dependendo da extensão da invasão.
O estadiamento completo, incluindo exames de imagem como TC, PET-CT e ultrassonografia endoscópica, é crucial para avaliar a extensão da doença, a presença de metástases e a invasão de estruturas adjacentes, determinando assim a ressecabilidade e a melhor abordagem terapêutica.
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