Neoadjuvância no Câncer de Esôfago: Evidências e Resposta

UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025

Enunciado

A quimiorradiação neoadjuvante tem sido amplamente investigada no manejo do câncer de esôfago. Qual das seguintes afirmações está mais de acordo com as evidências atuais?

Alternativas

  1. A) A quimiorradiação neoadjuvante está associada a maior taxa de resposta patológica completa em adenocarcinomas esofágicos
  2. B) Proporciona maior benefício em carcinoma de células escamosas, com maior resposta patológica completa.
  3. C) Pacientes com adenocarcinoma apresentam sobrevida mais alta com quimiorradiação.
  4. D) A cirurgia isolada é a abordagem padrão para carcinoma de células escamosas.
  5. E) A quimiorradiação neoadjuvante é recomendada apenas para adenocarcinoma.

Pérola Clínica

CEC de esôfago → ↑ Resposta Patológica Completa (pCR) com Neoadjuvância vs Adenocarcinoma.

Resumo-Chave

A quimiorradiação neoadjuvante (Protocolo CROSS) melhora a sobrevida global em ambos os tipos, mas o carcinoma de células escamosas apresenta taxas significativamente maiores de resposta patológica completa.

Contexto Educacional

O tratamento do câncer de esôfago evoluiu para uma abordagem multimodal. O estudo CROSS demonstrou que a quimiorradiação neoadjuvante seguida de esofagectomia aumenta a sobrevida global em comparação com a cirurgia isolada. Essa vantagem é observada tanto no adenocarcinoma quanto no carcinoma de células escamosas (CEC). No entanto, a análise de subgrupos revela que o CEC é mais radiossensível, atingindo maiores taxas de desaparecimento total do tumor no espécime cirúrgico (pCR).

Perguntas Frequentes

Qual o benefício da neoadjuvância no CEC?

No carcinoma de células escamosas (CEC), a quimiorradiação neoadjuvante resulta em taxas de resposta patológica completa (pCR) de aproximadamente 49%, superiores aos 23% vistos no adenocarcinoma, impactando positivamente o controle local e a sobrevida global.

O que define o protocolo CROSS?

O estudo CROSS estabeleceu o uso de Carboplatina e Paclitaxel associados à radioterapia (41.4 Gy) seguidos de cirurgia como padrão para tumores de esôfago localmente avançados.

Quando indicar cirurgia isolada no câncer de esôfago?

A cirurgia isolada é reservada para tumores muito precoces (T1N0), embora a ressecção endoscópica seja preferível em casos T1a.

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