UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2025
A quimiorradiação neoadjuvante tem sido amplamente investigada no manejo do câncer de esôfago. Qual das seguintes afirmações está mais de acordo com as evidências atuais?
CEC de esôfago → ↑ Resposta Patológica Completa (pCR) com Neoadjuvância vs Adenocarcinoma.
A quimiorradiação neoadjuvante (Protocolo CROSS) melhora a sobrevida global em ambos os tipos, mas o carcinoma de células escamosas apresenta taxas significativamente maiores de resposta patológica completa.
O tratamento do câncer de esôfago evoluiu para uma abordagem multimodal. O estudo CROSS demonstrou que a quimiorradiação neoadjuvante seguida de esofagectomia aumenta a sobrevida global em comparação com a cirurgia isolada. Essa vantagem é observada tanto no adenocarcinoma quanto no carcinoma de células escamosas (CEC). No entanto, a análise de subgrupos revela que o CEC é mais radiossensível, atingindo maiores taxas de desaparecimento total do tumor no espécime cirúrgico (pCR).
No carcinoma de células escamosas (CEC), a quimiorradiação neoadjuvante resulta em taxas de resposta patológica completa (pCR) de aproximadamente 49%, superiores aos 23% vistos no adenocarcinoma, impactando positivamente o controle local e a sobrevida global.
O estudo CROSS estabeleceu o uso de Carboplatina e Paclitaxel associados à radioterapia (41.4 Gy) seguidos de cirurgia como padrão para tumores de esôfago localmente avançados.
A cirurgia isolada é reservada para tumores muito precoces (T1N0), embora a ressecção endoscópica seja preferível em casos T1a.
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