CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Um homem de 62 anos, tabagista há 40 anos e etilista inveterado, procura atendimento por disfagia progressiva para sólidos há 2 meses, acompanhada de perda ponderal de 6 kg. Nega dor torácica, hematêmese ou febre. Ao exame físico, o paciente se apresenta emagrecido, hidratado, sem linfonodos cervicais palpáveis, ausculta pulmonar normal, abdome sem ascite, massas ou visceromegalias. Diante do quadro clínico, o médico solicita endoscopia digestiva alta (EDA) e exames laboratoriais iniciais. A equipe discute quais exames adicionais seriam necessários, caso a endoscopia confirme lesão suspeita de neoplasia. Sobre o caso acima, é INCORRETO afirmar que:
PET-CT é essencial no estadiamento do câncer de esôfago para detectar metástases ocultas e evitar cirurgias fúteis.
O estadiamento do câncer de esôfago exige uma abordagem multimodal: a TC avalia invasão a distância, a ecoendoscopia define o T e N local, e o PET-CT identifica metástases ocultas.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva com diagnóstico frequentemente tardio, manifestando sintomas como disfagia apenas em estágios avançados. O estadiamento preciso é o divisor de águas entre o tratamento curativo e o paliativo. Enquanto a TC de tórax e abdome é o exame inicial para metástases macroscópicas, o PET-CT e a ecoendoscopia refinam o diagnóstico. A afirmação de que o PET-CT não acrescenta informações relevantes é incorreta, pois ele é padrão-ouro para excluir doença M1 oculta antes de uma esofagectomia.
O carcinoma espinocelular (CEC) ainda é o tipo mais prevalente no Brasil e no mundo, fortemente associado ao tabagismo e etilismo. O adenocarcinoma cresce em incidência devido à obesidade e ao esôfago de Barrett.
O PET-CT tem maior sensibilidade que a TC convencional para detectar metástases linfonodais a distância e metástases sistêmicas ocultas, sendo recomendado para evitar cirurgias agressivas em pacientes já metastáticos.
A ecoendoscopia é o melhor método para avaliar a profundidade da invasão na parede esofágica (estádio T) e a presença de linfonodos regionais suspeitos (estádio N).
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