INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2023
Um paciente com 65 anos apresenta quadro de disfagia a sólidos que evoluiu rapidamente para líquidos, acompanhado de tosse, rouquidão e perda ponderal de 20 kg nos últimos 90 dias. O paciente é tabagista (consumo de 1 a 2 maços de cigarro/dia) há 40 anos e etilista de bebida destilada há 30 anos. Realizada endoscopia digestiva alta, confirmou-se o diagnóstico de neoplasia de esôfago cervical. A traqueobroncoscopia demonstrou doença avançada, com paralisia das cordas vocais e invasão da árvore traqueobrônquica.Nesse caso, entre as seguintes opções de tratamento paliativo, a mais adequada é a realização de
Câncer de esôfago avançado com disfagia grave e invasão traqueal → Gastrostomia para suporte nutricional paliativo.
Em casos de câncer de esôfago avançado com disfagia grave e invasão de estruturas adjacentes (como a traqueia e nervo laríngeo recorrente, causando paralisia de cordas vocais), o tratamento é paliativo. A gastrostomia é a opção mais adequada para garantir suporte nutricional e melhorar a qualidade de vida, já que a via oral está comprometida e outras intervenções são inviáveis ou de alto risco.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo e etilismo crônicos. A disfagia progressiva é o sintoma mais comum, evoluindo de sólidos para líquidos, e a perda ponderal é um indicativo de desnutrição e doença avançada. A invasão de estruturas adjacentes, como a traqueia e o nervo laríngeo recorrente (causando rouquidão e paralisia de cordas vocais), é um sinal de incurabilidade e de que o tratamento deve ser focado na paliação. Nesse cenário de doença avançada e incurável, o objetivo principal do tratamento é melhorar a qualidade de vida do paciente, controlando sintomas e garantindo suporte nutricional. A esofagectomia trans-hiatal é um procedimento curativo, não indicado em doença avançada com invasão traqueal. A tunelização cirúrgica e a esofagostomia também não seriam as melhores opções paliativas para garantir a alimentação. A gastrostomia é a intervenção paliativa mais adequada para garantir a nutrição enteral em pacientes com disfagia grave e obstrução esofágica inoperável. Ela permite a administração de alimentos e medicamentos diretamente no estômago, prevenindo a desnutrição e melhorando o conforto do paciente, sem a necessidade de intervenções mais invasivas ou de alto risco que não alterariam o prognóstico da doença.
A gastrostomia é indicada para suporte nutricional em pacientes com câncer de esôfago avançado que apresentam disfagia grave e progressiva, impedindo a alimentação oral adequada, e quando outras opções paliativas (como stents) não são viáveis ou eficazes.
Sinais de doença avançada incluem disfagia rapidamente progressiva, perda ponderal significativa, rouquidão (por invasão do nervo laríngeo recorrente), tosse (por fístula traqueoesofágica ou invasão traqueal) e evidência de metástases ou invasão de estruturas adjacentes em exames de imagem.
A esofagectomia é um procedimento curativo e de grande porte, com alta morbimortalidade. Neste caso, a doença é avançada com invasão traqueobrônquica e paralisia de cordas vocais, indicando incurabilidade e alto risco cirúrgico, tornando a paliação o objetivo principal.
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