IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2024
A terapia presentemente vista como o padrão de tratamento tanto para o adenocarcinoma como para o carcinoma escamoso esofágico localmente avançado consiste em:
Câncer esofágico localmente avançado → quimio/radioterapia neoadjuvante + esofagectomia.
O tratamento do câncer de esôfago localmente avançado é multimodal, combinando terapia neoadjuvante (quimioterapia com ou sem radioterapia) para reduzir o tumor e tratar micrometástases, seguida de esofagectomia. Essa abordagem melhora as taxas de ressecção R0 e a sobrevida.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva, com dois tipos histológicos principais: adenocarcinoma e carcinoma escamoso. Ambos podem se apresentar como doença localmente avançada, que envolve a parede esofágica e/ou linfonodos regionais, mas sem metástases à distância. O manejo desses casos é complexo e exige uma abordagem multidisciplinar. O padrão de tratamento para o câncer de esôfago localmente avançado, tanto adenocarcinoma quanto carcinoma escamoso, é a terapia multimodal. Isso geralmente envolve quimioterapia neoadjuvante, que pode ser combinada com radioterapia (quimiorradioterapia neoadjuvante), seguida de esofagectomia. Essa estratégia visa reduzir o volume tumoral, erradicar micrometástases e aumentar as chances de uma ressecção cirúrgica completa (R0). A esofagectomia é um procedimento cirúrgico de grande porte, com morbimortalidade significativa, e deve ser realizada em centros especializados. A decisão pela terapia neoadjuvante e o tipo de quimioterapia/radioterapia são guiados por estadiamento preciso e características do tumor. A sequência de tratamento tem demonstrado melhor sobrevida em comparação com a cirurgia isolada para doença localmente avançada.
O câncer precoce pode ser tratado com ressecção endoscópica ou cirurgia isolada. O localmente avançado exige uma abordagem multimodal, geralmente com terapia neoadjuvante (quimio/radioterapia) antes da cirurgia.
A terapia neoadjuvante (quimioterapia com ou sem radioterapia) visa reduzir o tamanho do tumor, esterilizar margens, tratar micrometástases e aumentar a taxa de ressecção R0 (sem doença residual macroscópica).
Os principais tipos são adenocarcinoma (mais comum no esôfago distal e junção gastroesofágica, associado a esôfago de Barrett) e carcinoma escamoso (mais comum no esôfago médio e proximal, associado a tabagismo/alcoolismo). Ambos geralmente seguem o mesmo padrão de tratamento multimodal para doença localmente avançada.
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