SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Homem, 66 anos. Admitido com disfagia e tosse há 3 meses. Perda de 13 kg. Traz o esofagograma abaixo: Sobre as possibilidades terapêuticas, assinale a adequada.
Câncer de esôfago avançado com disfagia e perda de peso → paliativo com endoprótese esofágica.
Em pacientes com câncer de esôfago avançado, especialmente com disfagia importante e perda de peso significativa, a ressecção cirúrgica muitas vezes não é viável devido à extensão da doença ou ao estado geral do paciente. Nesses casos, o tratamento paliativo focado na melhora da qualidade de vida, como a passagem de uma endoprótese esofágica, é a abordagem mais adequada para aliviar a disfagia e permitir a alimentação.
O câncer de esôfago é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados, o que limita as opções de tratamento curativo. A disfagia progressiva e a perda de peso são sintomas cardinais que indicam a progressão da doença e, muitas vezes, a não ressecabilidade. O esofagograma, embora um exame antigo, ainda pode demonstrar a extensão da estenose e a irregularidade da mucosa, sugerindo malignidade. Quando a doença é considerada não ressecável, seja por metástases à distância, invasão de estruturas adjacentes vitais ou mau estado geral do paciente, o foco do tratamento muda para a paliação. O objetivo principal é aliviar os sintomas, especialmente a disfagia, para melhorar a qualidade de vida. A endoprótese esofágica, ou stent, é uma das intervenções mais eficazes para restaurar a patência do lúmen esofágico e permitir a alimentação oral. A decisão de optar por tratamento paliativo deve ser baseada em um estadiamento completo e na avaliação multidisciplinar do paciente. Embora a quimio e radioterapia possam ser usadas em alguns cenários paliativos, a endoprótese oferece um alívio rápido e significativo da disfagia. É crucial que o residente saiba identificar os sinais de doença avançada e as indicações para abordagens paliativas, priorizando o bem-estar do paciente.
Os sintomas mais comuns incluem disfagia progressiva (dificuldade para engolir), perda de peso significativa, dor retroesternal, odinofagia e, em casos de fístula traqueoesofágica, tosse após a alimentação. A disfagia é o sintoma mais prevalente e debilitante.
A endoprótese esofágica é indicada principalmente para o tratamento paliativo da disfagia em pacientes com câncer de esôfago avançado e não ressecável, visando melhorar a qualidade de vida ao permitir a ingestão de alimentos. Também pode ser usada para ocluir fístulas traqueoesofágicas.
Além da endoprótese, outras opções paliativas incluem radioterapia externa, braquiterapia, quimioterapia sistêmica, dilatação endoscópica e gastrostomia ou jejunostomia para nutrição. A escolha depende do estado geral do paciente e da extensão da doença.
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