UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Sobre as neoplasias de esôfago, é CORRETO afirmar que:
Ultrassom endoscópico (USE) é crucial para o estadiamento locorregional do câncer de esôfago, avaliando profundidade tumoral (T) e linfonodos (N).
O ultrassom endoscópico (USE) é a modalidade mais precisa para avaliar a profundidade da invasão tumoral (estadiamento T) e o envolvimento de linfonodos regionais (estadiamento N) no câncer de esôfago, sendo fundamental para o planejamento terapêutico.
As neoplasias de esôfago são doenças agressivas com prognóstico reservado, sendo o adenocarcinoma e o carcinoma epidermoide os tipos histológicos mais comuns. O adenocarcinoma está frequentemente associado ao esôfago de Barret, que por sua vez é uma complicação da doença do refluxo gastroesofágico crônica e da obesidade. Já o carcinoma epidermoide tem como principais fatores de risco o tabagismo e o etilismo. O estadiamento preciso é crucial para guiar o tratamento e determinar o prognóstico. O ultrassom endoscópico (USE) desempenha um papel fundamental no estadiamento locorregional do câncer de esôfago. Ele permite uma avaliação detalhada da profundidade da invasão tumoral (estadiamento T) e da presença de linfonodos regionais acometidos (estadiamento N), com alta acurácia. Essas informações são essenciais para decidir se o paciente é candidato à cirurgia primária, terapia neoadjuvante (quimioterapia e/ou radioterapia antes da cirurgia) ou tratamento paliativo. Outros exames como tomografia computadorizada e PET-CT são usados para avaliar metástases à distância (estadiamento M). O tratamento do câncer de esôfago é multidisciplinar e individualizado. Em tumores precoces, a ressecção endoscópica pode ser curativa. Para tumores mais avançados, mas sem metástases à distância, a terapia neoadjuvante seguida de esofagectomia é frequentemente o padrão. O manejo do esôfago de Barret com displasia de baixo grau geralmente envolve vigilância endoscópica, enquanto a displasia de alto grau ou o carcinoma intramucoso podem exigir ablação ou ressecção endoscópica. A compreensão do papel de cada método de estadiamento e dos fatores de risco é vital para a prática clínica e para as provas de residência.
Para o adenocarcinoma, os principais fatores são doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), esôfago de Barret e obesidade. Para o carcinoma epidermoide, são tabagismo e etilismo.
O estadiamento preciso, especialmente do T (profundidade) e N (linfonodos), é fundamental para determinar a melhor estratégia terapêutica, que pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou combinações (neoadjuvância).
O esôfago de Barret com displasia de baixo grau geralmente requer vigilância endoscópica regular com biópsias. A ablação endoscópica pode ser considerada em casos selecionados, mas a ressecção cirúrgica profilática não é indicada.
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