Câncer de Esôfago: Estadiamento com Ultrassom Endoscópico

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2022

Enunciado

Sobre as neoplasias de esôfago, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) Álcool e tabagismo são fortes fatores de risco para o adenocarcinoma de esôfago.
  2. B) Se não houver metástases à distância, a ressecção cirúrgica é sempre o primeiro tratamento proposto, seguido ou não de quimioterapia, conforme o resultado na análise histológica.
  3. C) Pacientes com esôfago de Barret, com displasia de baixo grau, têm indicação de ressecção cirúrgica profilática.
  4. D) Ultrassom endoscópico auxilia na avaliação da profundidade do tumor e dos linfonodos regionais acometidos.

Pérola Clínica

Ultrassom endoscópico (USE) é crucial para o estadiamento locorregional do câncer de esôfago, avaliando profundidade tumoral (T) e linfonodos (N).

Resumo-Chave

O ultrassom endoscópico (USE) é a modalidade mais precisa para avaliar a profundidade da invasão tumoral (estadiamento T) e o envolvimento de linfonodos regionais (estadiamento N) no câncer de esôfago, sendo fundamental para o planejamento terapêutico.

Contexto Educacional

As neoplasias de esôfago são doenças agressivas com prognóstico reservado, sendo o adenocarcinoma e o carcinoma epidermoide os tipos histológicos mais comuns. O adenocarcinoma está frequentemente associado ao esôfago de Barret, que por sua vez é uma complicação da doença do refluxo gastroesofágico crônica e da obesidade. Já o carcinoma epidermoide tem como principais fatores de risco o tabagismo e o etilismo. O estadiamento preciso é crucial para guiar o tratamento e determinar o prognóstico. O ultrassom endoscópico (USE) desempenha um papel fundamental no estadiamento locorregional do câncer de esôfago. Ele permite uma avaliação detalhada da profundidade da invasão tumoral (estadiamento T) e da presença de linfonodos regionais acometidos (estadiamento N), com alta acurácia. Essas informações são essenciais para decidir se o paciente é candidato à cirurgia primária, terapia neoadjuvante (quimioterapia e/ou radioterapia antes da cirurgia) ou tratamento paliativo. Outros exames como tomografia computadorizada e PET-CT são usados para avaliar metástases à distância (estadiamento M). O tratamento do câncer de esôfago é multidisciplinar e individualizado. Em tumores precoces, a ressecção endoscópica pode ser curativa. Para tumores mais avançados, mas sem metástases à distância, a terapia neoadjuvante seguida de esofagectomia é frequentemente o padrão. O manejo do esôfago de Barret com displasia de baixo grau geralmente envolve vigilância endoscópica, enquanto a displasia de alto grau ou o carcinoma intramucoso podem exigir ablação ou ressecção endoscópica. A compreensão do papel de cada método de estadiamento e dos fatores de risco é vital para a prática clínica e para as provas de residência.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para os tipos histológicos de câncer de esôfago?

Para o adenocarcinoma, os principais fatores são doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), esôfago de Barret e obesidade. Para o carcinoma epidermoide, são tabagismo e etilismo.

Qual a importância do estadiamento no câncer de esôfago?

O estadiamento preciso, especialmente do T (profundidade) e N (linfonodos), é fundamental para determinar a melhor estratégia terapêutica, que pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou combinações (neoadjuvância).

Qual o manejo do esôfago de Barret com displasia de baixo grau?

O esôfago de Barret com displasia de baixo grau geralmente requer vigilância endoscópica regular com biópsias. A ablação endoscópica pode ser considerada em casos selecionados, mas a ressecção cirúrgica profilática não é indicada.

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