SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
São fatores de risco para câncer endometrióide de endométrio
Câncer endométrio: obesidade, HAS, DM, tumor de célula granulosa = hiperestrogenismo prolongado.
Os fatores de risco para o câncer endometrióide de endométrio estão frequentemente associados a estados de hiperestrogenismo prolongado e não-oposto. A obesidade, hipertensão e diabetes mellitus são componentes da síndrome metabólica que contribuem para esse estado, enquanto tumores de células granulosas do ovário produzem estrogênio diretamente.
O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres na pós-menopausa. O tipo mais frequente é o endometrióide, que está fortemente associado a fatores de risco relacionados ao hiperestrogenismo prolongado e não oposto. Compreender esses fatores é crucial para a prevenção, rastreamento e manejo clínico. A fisiopatologia do câncer endometrióide envolve a estimulação estrogênica crônica do endométrio, levando à hiperplasia e, eventualmente, à transformação maligna. Fatores como obesidade (pela aromatização periférica de androgênios em estrogênios no tecido adiposo), diabetes mellitus e hipertensão (componentes da síndrome metabólica), nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia e uso de terapia hormonal estrogênica sem progesterona são importantes. Tumores de células granulosas do ovário também produzem estrogênio, elevando o risco. O tratamento geralmente envolve histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral, podendo ser complementado com linfadenectomia, radioterapia ou quimioterapia, dependendo do estadiamento. A identificação e modificação dos fatores de risco, como o controle da obesidade e diabetes, são medidas preventivas importantes. O conhecimento desses aspectos é fundamental para residentes em ginecologia e oncologia.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus, terapia hormonal estrogênica não oposta, tamoxifeno e tumores de células granulosas do ovário, todos relacionados ao hiperestrogenismo.
O hiperestrogenismo, seja endógeno (obesidade, SOP, tumores) ou exógeno (TH não oposta), estimula a proliferação endometrial sem a oposição da progesterona, aumentando o risco de hiperplasia atípica e subsequente malignidade.
A síndrome metabólica, caracterizada por obesidade, hipertensão e diabetes, leva a um estado de hiperestrogenismo crônico devido à aromatização periférica de androgênios em estrogênios no tecido adiposo, elevando o risco de câncer de endométrio.
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