FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026
Paciente do sexo feminino, 34 anos de idade, nuligesta, com história de tentativa de gestação há 1 ano, relata melhora clínica e metabólica recente após adesão ao plano alimentar estruturado, prática regular de atividade física e uso de metformina. Apresenta peso atual de 82 kg, altura de 1,62 m, com IMC (Índice de Massa Corpórea) de 31,25 kg/m2. Refere perda de 6 kg nos últimos meses, mas desde então passou a apresentar sangramento uterino irregular. Foi realizada propedeutica completa, incluindo biópsia endometrial, histeroscopia e ressonância magnética, que evidenciou câncer de endométrio tipo histológico endometrioide bem diferenciado (G1), estádio A, sem invasão miometrial. Diante do desejo gestacional e dos achados clínico radiológicos, discute se a possibilidade de tratamento conservador. Com relação ao quadro clínico descrito acima e às diretrizes atuais, assinale a alternativa CORRETA sobre a conduta nessa paciente.
Câncer de endométrio G1/IA + desejo gestacional → Tratamento conservador com progestagênios (SIU-LNG) + ressecção histeroscópica = Opção viável.
O tratamento conservador para câncer de endométrio tipo endometrioide G1, estádio IA, em pacientes jovens com desejo gestacional, pode incluir ressecção histeroscópica da lesão seguida de terapia com progestagênios (como o SIU-LNG), com acompanhamento rigoroso e tentativa de gestação após a regressão da doença.
O câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, mas sua incidência em mulheres jovens com desejo gestacional tem aumentado. Nesses casos, especialmente quando o tumor é bem diferenciado (G1) e restrito ao endométrio (estádio IA), o tratamento conservador surge como uma alternativa à histerectomia radical. O tratamento conservador visa preservar a fertilidade e geralmente envolve a ressecção histeroscópica da lesão, seguida de terapia hormonal com progestagênios, como o acetato de medroxiprogesterona oral ou o Sistema Intrauterino Liberador de Levonorgestrel (SIU-LNG). O SIU-LNG é particularmente vantajoso pela liberação local e contínua do progestagênio, minimizando efeitos sistêmicos. A paciente deve ser rigorosamente acompanhada com biópsias endometriais seriadas para monitorar a regressão da doença antes de tentar a gestação.
Geralmente, são pacientes jovens, com desejo gestacional, câncer endometrioide G1, estádio IA (sem invasão miometrial), e ausência de metástases.
O SIU-LNG libera progestagênio diretamente no endométrio, induzindo atrofia e regressão da lesão, sendo uma opção eficaz no tratamento conservador.
As taxas de regressão completa variam, mas podem ser altas (acima de 70-80%), com taxas de gravidez bem-sucedidas após a regressão, embora o risco de recorrência exija acompanhamento rigoroso.
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