SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015
A presença de sangramento na mulher pós-menopausada sempre precisa ser investigado porque pode indicar distúrbios malignos ou pré-malignos. Foi realizado numa mulher de 58 anos, na pós-menopausa, biópsia endometrial que identificou diagnóstico histológico de câncer de endométrio. Qual das alternativas abaixo é um fator de risco de câncer de endométrio?
Obesidade é fator de risco primário para câncer de endométrio devido ao hiperestrogenismo periférico.
A obesidade aumenta o risco de câncer de endométrio por elevar os níveis de estrogênio endógeno através da aromatização periférica de androgênios no tecido adiposo. Este estrogênio não balanceado por progesterona estimula a proliferação endometrial.
O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres pós-menopausa. Sua incidência está diretamente ligada a fatores que promovem o hiperestrogenismo, como a obesidade, que é um dos mais prevalentes e modificáveis. A investigação de qualquer sangramento pós-menopausa é crucial, pois pode ser o primeiro e único sinal de doença maligna ou pré-maligna. A fisiopatologia do câncer de endométrio tipo I (o mais comum) está intrinsecamente ligada à exposição prolongada e desbalanceada ao estrogênio, sem a oposição da progesterona. O estrogênio estimula a proliferação do endométrio, e a ausência de progesterona para induzir a secreção e descamação pode levar a hiperplasia atípica e, subsequentemente, ao carcinoma. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, geralmente guiada por histeroscopia ou realizada por curetagem. O manejo do câncer de endométrio depende do estágio da doença, mas a histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral é a base do tratamento. A identificação e modificação dos fatores de risco, como a perda de peso em pacientes obesas, são importantes estratégias de prevenção primária. A vigilância de mulheres em risco e a investigação precoce de sintomas são fundamentais para um bom prognóstico.
Os principais fatores incluem obesidade, nuliparidade, terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona, tamoxifeno, diabetes mellitus, hipertensão e síndrome dos ovários policísticos.
A obesidade leva ao aumento da produção de estrogênio por aromatização periférica de androgênios no tecido adiposo. Esse estrogênio não balanceado pela progesterona estimula a proliferação endometrial, aumentando o risco de hiperplasia e câncer.
Todo sangramento uterino pós-menopausa deve ser prontamente investigado, pois é o principal sintoma de câncer de endométrio, exigindo biópsia endometrial para diagnóstico.
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