Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2021
Mulher de 60 anos, última menstruação aos 39 anos, com altura de 1,56 m, pesando 92 Kg, hipertensa e diabética, usuária de Losartan e Metformina. Refere ter visto no Google que tem fatores de risco para câncer de endométrio e por isso procurou o ginecologista. Entre as orientações a serem fornecidas a paciente, deve ser lembrado que o ÚNICO fator protetor para o câncer de endométrio nesse caso é:
Menopausa precoce → fator protetor para câncer de endométrio. Obesidade, DM, HAS → fatores de risco.
O câncer de endométrio está fortemente associado à exposição prolongada e não oposta ao estrogênio. Fatores que aumentam essa exposição (como obesidade, que eleva estrogênio periférico) ou prolongam a vida reprodutiva (menopausa tardia) são de risco. A menopausa precoce, ao reduzir o tempo de exposição estrogênica, atua como fator protetor.
O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres na pós-menopausa. Sua incidência está diretamente ligada a fatores que promovem o hiperestrogenismo, como obesidade e diabetes, que são prevalentes na população. Compreender esses fatores é crucial para a prevenção e identificação de pacientes de risco. A fisiopatologia do câncer de endométrio tipo I (o mais comum) envolve a exposição prolongada e não oposta ao estrogênio, que leva à hiperplasia endometrial e, eventualmente, à malignização. O diagnóstico precoce é fundamental, e a suspeita deve surgir em mulheres com sangramento uterino anormal na pós-menopausa. A biópsia de endométrio é o padrão-ouro para o diagnóstico. O manejo envolve a identificação e modificação de fatores de risco quando possível, além do tratamento cirúrgico na maioria dos casos. A menopausa precoce, ao limitar a exposição estrogênica, destaca-se como um fator protetor natural, contrastando com a maioria dos fatores de risco que são modificáveis ou relacionados a condições metabólicas.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, diabetes mellitus, hipertensão, menopausa tardia, nuliparidade, síndrome dos ovários policísticos e terapia de reposição hormonal com estrogênio não oposto. Todos esses fatores estão relacionados a um estado de hiperestrogenismo relativo ou absoluto.
A menopausa precoce é um fator protetor porque reduz o tempo total de exposição do endométrio aos estrogênios endógenos. Quanto menor o período de exposição estrogênica, menor o risco de proliferação endometrial excessiva e malignização.
A obesidade é um fator de risco significativo para o câncer de endométrio. O tecido adiposo é capaz de converter androgênios em estrogênios (aromatização periférica), resultando em níveis elevados de estrogênio circulante sem a oposição da progesterona, o que estimula a proliferação endometrial.
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