Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2023
Mulher de 62 anos com sangramento pós menopausa realizou uma histeroscopia e o exame anátomo patológico, a biópsia realizada mostrou tumor endometrioide bem diferenciado. Foi submetida a histerectomia e anexectomia e, durante a cirurgia, na congelação, se confirmou que o tumor estava limitado ao endométrio. Frente a esse quadro, a melhor conduta é
Câncer de endométrio bem diferenciado, limitado ao endométrio → linfadenectomia pélvica NÃO é rotineira.
Em casos de câncer de endométrio endometrioide bem diferenciado, limitado ao endométrio (estágio IA), o risco de metástase linfonodal é muito baixo. Nesses cenários, a linfadenectomia pélvica não é recomendada rotineiramente, pois não confere benefício de sobrevida e aumenta a morbidade cirúrgica. A conduta padrão é a histerectomia total e anexectomia bilateral.
O câncer de endométrio é o tipo mais comum de câncer ginecológico em países desenvolvidos, sendo o sangramento pós-menopausa o sintoma mais frequente. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios iniciais, o que confere um bom prognóstico. O subtipo histológico mais comum é o endometrioide, que geralmente apresenta melhor prognóstico quando bem diferenciado. O estadiamento é cirúrgico e envolve a histerectomia total, anexectomia bilateral e, em casos selecionados, a linfadenectomia pélvica e paraórtica. A decisão de realizar a linfadenectomia pélvica é um ponto crucial no manejo do câncer de endométrio e tem sido objeto de muitos estudos. Para tumores endometrioides bem diferenciados, limitados ao endométrio (estágio IA), o risco de metástase linfonodal é muito baixo. Nesses casos, a linfadenectomia não demonstrou benefício em termos de sobrevida global ou livre de doença e está associada a maior morbidade, como linfedema, lesão nervosa e maior tempo cirúrgico. Portanto, as diretrizes atuais, como as da FIGO e NCCN, não recomendam a linfadenectomia de rotina para esses pacientes de baixo risco. A avaliação intraoperatória por congelação é uma ferramenta valiosa para determinar a extensão da doença e guiar a conduta cirúrgica. Se a congelação confirmar um tumor endometrioide bem diferenciado e limitado ao endométrio, a linfadenectomia pode ser omitida. Para pacientes com fatores de risco intermediário ou alto (ex: invasão miometrial profunda, grau histológico 2 ou 3, subtipos não endometrioides), a linfadenectomia ou o mapeamento de linfonodo sentinela são considerados para um estadiamento mais preciso e planejamento de terapia adjuvante.
A linfadenectomia pélvica é indicada em casos de câncer de endométrio com fatores de alto risco para metástase linfonodal, como tumores pouco diferenciados, invasão miometrial profunda (>50%), subtipos histológicos agressivos (seroso, células claras) ou evidência de doença extrauterina.
Em tumores endometrioides bem diferenciados e limitados ao endométrio (estágio IA), o risco de metástase linfonodal é extremamente baixo (<5%). Nesses casos, a linfadenectomia não oferece benefício oncológico significativo e aumenta a morbidade cirúrgica, como linfedema e lesão nervosa.
A conduta padrão para câncer de endométrio estágio IA (tumor endometrioide bem diferenciado, limitado ao endométrio) é a histerectomia total e anexectomia bilateral. A avaliação intraoperatória por congelação é crucial para guiar a extensão da cirurgia.
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