HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2020
Paciente de 58 anos, após histeroscopia, foi diagnosticada com neoplasia de endométrio. O estágio da doença é I. Das opções abaixo, qual a melhor conduta?
Câncer de endométrio estágio I → Histerectomia total + salpingo-ooforectomia bilateral, preferencialmente por via minimamente invasiva (laparoscopia/robótica).
Para neoplasia de endométrio estágio I, a conduta padrão é a histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral. A via laparoscópica ou robótica é preferível à laparotomia devido à menor morbidade, recuperação mais rápida e resultados oncológicos equivalentes.
O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres pós-menopausa. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, e o estadiamento é cirúrgico, sendo a histerectomia o pilar do tratamento. A maioria dos casos é diagnosticada em estágio inicial (Estágio I), o que confere um bom prognóstico. Para o câncer de endométrio estágio I, a conduta cirúrgica padrão consiste em histerectomia total (remoção do útero e colo uterino) e salpingo-ooforectomia bilateral (remoção das tubas uterinas e ovários). A remoção dos ovários é importante devido ao risco de metástase ovariana e para eliminar a fonte de estrogênio, que pode estimular o crescimento de tumores endometriais. A cirurgia pode ser realizada por laparotomia, laparoscopia ou via robótica. Atualmente, as abordagens minimamente invasivas (laparoscopia e robótica) são preferidas devido aos seus benefícios, como menor tempo de internação, menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida, com equivalência oncológica comprovada para estágios iniciais. A linfadenectomia pélvica é um componente do estadiamento cirúrgico, mas sua indicação é seletiva em casos de baixo risco, podendo ser guiada por biópsia de linfonodo sentinela.
O tratamento cirúrgico padrão para o câncer de endométrio estágio I é a histerectomia total (remoção do útero e colo) com salpingo-ooforectomia bilateral (remoção das tubas uterinas e ovários), visando a remoção completa da doença.
A cirurgia minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica) é preferível devido a menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e menor risco de complicações, com resultados oncológicos comparáveis à laparotomia em estágios iniciais.
A linfadenectomia pélvica é controversa no estágio I de baixo risco e geralmente não é realizada de rotina. É considerada em casos de alto risco (grau histológico 3, invasão miometrial profunda, subtipos agressivos) ou para estadiamento preciso, podendo ser substituída pela biópsia de linfonodo sentinela.
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