HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Paciente diagnosticada com câncer de endométrio vem para nosso Serviço. Qual a melhor indicação para o tratamento e estadiamento, numa suspeita de lesão restrita ao útero?
Câncer de endométrio restrito ao útero → Histerectomia total + anexectomia bilateral por via laparoscópica para tratamento e estadiamento.
A cirurgia laparoscópica é a via preferencial para o tratamento e estadiamento do câncer de endométrio em estágio inicial, oferecendo benefícios como menor tempo de internação, menos dor pós-operatória e recuperação mais rápida, sem comprometer os resultados oncológicos em comparação com a via aberta.
O câncer de endométrio é o tumor ginecológico mais comum em países desenvolvidos, sendo frequentemente diagnosticado em estágios iniciais devido ao sangramento uterino anormal pós-menopausa. Sua importância clínica reside na necessidade de um tratamento e estadiamento cirúrgico adequado para determinar o prognóstico e a necessidade de terapias adjuvantes. A maioria dos casos é de adenocarcinoma endometrioide. O estadiamento do câncer de endométrio é cirúrgico, conforme a classificação FIGO. Para lesões restritas ao útero, a abordagem minimamente invasiva, como a laparoscopia ou robótica, é a preferencial. Essa técnica permite a histerectomia total e anexectomia bilateral, além da avaliação da cavidade abdominal e, se indicado, a linfadenectomia, com menor morbidade para a paciente. O tratamento cirúrgico visa a remoção completa do tumor e o estadiamento preciso. A escolha da via (laparoscópica, robótica ou aberta) depende da experiência do cirurgião e das características da paciente. A laparoscopia oferece vantagens como menor tempo de internação, menor dor e recuperação mais rápida, sendo a opção mais adequada para a maioria das pacientes com doença em estágio inicial.
Obesidade, nuliparidade, uso de tamoxifeno, síndrome dos ovários policísticos e terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona são fatores de risco importantes para o câncer de endométrio.
A via laparoscópica é preferível devido aos seus benefícios de cirurgia minimamente invasiva, como menor tempo de recuperação, menor dor e menor risco de complicações, com resultados oncológicos equivalentes à laparotomia para lesões restritas ao útero.
A linfadenectomia pélvica e para-aórtica é parte do estadiamento cirúrgico, mas sua extensão é controversa e individualizada, especialmente em tumores de baixo risco, onde pode ser omitida ou substituída por biópsia de linfonodo sentinela.
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