Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2023
Paciente de 63 anos menopausada, com espessamento endometrial e sangramento uterino anormal pós-menopausa. A histeroscopia identificou pólipo atípico, cuja biopsia retornou o resultado de adenocarcinoma do endométrio, tipo endometrioide. G3. É CORRETO afirmar que?
RM da pelve é o método de escolha para avaliar invasão miometrial pré-cirúrgica em câncer de endométrio.
Em casos de adenocarcinoma de endométrio, a Ressonância Magnética da Pelve é superior à ultrassonografia e tomografia para avaliar a profundidade da invasão miometrial, um fator prognóstico crucial para o estadiamento e planejamento cirúrgico.
O adenocarcinoma de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, frequentemente diagnosticado em mulheres pós-menopausa com sangramento uterino anormal. A biópsia endometrial, muitas vezes guiada por histeroscopia, é essencial para a confirmação diagnóstica e tipagem histológica. O estadiamento preciso é fundamental para guiar o tratamento, que geralmente envolve histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral. A avaliação da profundidade da invasão miometrial é um dos fatores prognósticos mais importantes, pois se correlaciona diretamente com o risco de metástases linfonodais e a necessidade de linfadenectomia. Nesse contexto, a Ressonância Magnética da Pelve é o método de imagem de escolha para avaliar a extensão local da doença, incluindo a invasão miometrial, envolvimento cervical e disseminação para anexos. Sua alta resolução de contraste de tecidos moles permite uma avaliação mais precisa do que a ultrassonografia ou a tomografia computadorizada, auxiliando no planejamento cirúrgico e na determinação da extensão da linfadenectomia necessária.
A RM da pelve é o método de escolha para avaliar a profundidade da invasão miometrial e o envolvimento cervical, informações cruciais para o estadiamento pré-operatório e planejamento cirúrgico.
A profundidade da invasão miometrial é um dos fatores prognósticos mais importantes, influenciando o risco de metástases linfonodais e a necessidade de linfadenectomia.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, nuliparidade, menopausa tardia, uso de tamoxifeno, síndrome dos ovários policísticos e terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona.
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