Câncer de Endométrio G1: Conduta Cirúrgica Essencial

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 70 anos, tabagista, diabética, obesa, menopausada há 20, anos iniciou com quadro de sangramento vaginal há 03 meses. Na investigação, foi visualizado ao USTV endométrio de 12mm, sendo realizado histeroscopia para complementação diagnóstica. O resultado evidenciou adenocarcinoma endometrioide G1. Qual a conduta seguir?

Alternativas

  1. A) Histerectomia subtotal com salpingo-ooforectomia bilateral com coleta do lavado peritoneal.
  2. B) Histerectomia total com salpingectomia bilateral e coleta do lavado peritoneal.
  3. C) Histerectomia subtotal com salpingo-ooforectomia bilateral, linfadenectomia pélvica e periaórtica.
  4. D) Histerectomia total com salpingectomia bilateral, linfadenectomia pélvica e periaórtica.
  5. E) Histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral com coleta do lavado peritoneal.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma endometrioide G1 (baixo risco) → Histerectomia total + salpingo-ooforectomia bilateral + lavado peritoneal.

Resumo-Chave

Para adenocarcinoma endometrioide G1, que geralmente é de baixo risco e confinado ao útero, a conduta padrão é a histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral. A coleta do lavado peritoneal é parte do estadiamento cirúrgico para avaliar a disseminação peritoneal, mesmo em tumores de baixo grau. A linfadenectomia não é rotineiramente indicada para G1 sem outros fatores de risco.

Contexto Educacional

O câncer de endométrio é o tipo mais comum de câncer ginecológico em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres pós-menopausa com fatores de risco como obesidade, diabetes e tabagismo. O sangramento vaginal pós-menopausa é o sintoma mais comum e deve sempre ser investigado, geralmente iniciando com ultrassonografia transvaginal e, se necessário, histeroscopia com biópsia. O adenocarcinoma endometrioide G1 (grau 1) é o tipo histológico mais frequente e geralmente apresenta um bom prognóstico, sendo considerado de baixo risco de disseminação. A conduta padrão para esses casos é a histerectomia total (remoção completa do útero, incluindo o colo) com salpingo-ooforectomia bilateral (remoção das tubas uterinas e ovários). A coleta do lavado peritoneal é parte essencial do estadiamento cirúrgico, mesmo em tumores de baixo grau, para detectar células malignas livres na cavidade abdominal. A linfadenectomia pélvica e periaórtica não é rotineiramente indicada para tumores G1 confinados ao útero sem evidência de invasão miometrial profunda ou outros fatores de alto risco, mas pode ser considerada em casos específicos ou se houver suspeita intraoperatória.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para câncer de endométrio?

Fatores de risco incluem obesidade, diabetes, menopausa tardia, nuliparidade, uso de tamoxifeno, hiperplasia endometrial atípica e exposição prolongada a estrogênio sem oposição de progesterona.

Por que a histerectomia total é preferível à subtotal no câncer de endométrio?

A histerectomia total remove todo o útero, incluindo o colo, minimizando o risco de recorrência no coto cervical e permitindo um estadiamento mais completo da doença, essencial para o prognóstico.

Qual a importância do lavado peritoneal no estadiamento do câncer de endométrio?

O lavado peritoneal é coletado para pesquisa de células malignas, indicando possível disseminação peritoneal e auxiliando no estadiamento da doença, mesmo em tumores de baixo grau, impactando a conduta adjuvante.

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