HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2015
Uma paciente de 56 anos de idade apresentou sangramento pós-menopausa. Seus antecedentes ginecológicos são: menarca aos nove anos, menopausa aos 45 anos, G4PN3PC1A0, hipertensa em uso de atenolol, IMC de 21 kg/m², usuária de contraceptivo hormonal oral por vinte anos; nega uso de TH. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta apenas fatores de risco para o câncer de endométrio,
Câncer de endométrio: menarca precoce, menopausa tardia, obesidade, hipertensão, diabetes, nuliparidade, estrogênio sem progesterona ↑ risco.
O câncer de endométrio está fortemente associado à exposição prolongada e desequilibrada ao estrogênio. Fatores como menarca precoce, menopausa tardia, obesidade, hipertensão e nuliparidade aumentam o risco, enquanto o uso de contraceptivos orais combinados e a multiparidade são fatores protetores.
O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres pós-menopausa. O sintoma mais frequente e importante é o sangramento uterino anormal pós-menopausa, que sempre exige investigação. A identificação dos fatores de risco é crucial para o rastreamento e aconselhamento. A fisiopatologia do câncer de endométrio está fortemente ligada à exposição prolongada e desequilibrada ao estrogênio sem a oposição adequada da progesterona, o que leva à proliferação endometrial excessiva. Fatores como menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade e obesidade contribuem para esse hiperestrogenismo. Condições como diabetes mellitus e hipertensão arterial também são associadas ao aumento do risco. Por outro lado, fatores que diminuem a exposição estrogênica ou promovem a oposição progestacional, como o uso de contraceptivos hormonais orais combinados e a multiparidade, são protetores. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, e o tratamento geralmente envolve histerectomia. A compreensão desses fatores é essencial para a prática clínica e para a prevenção.
Os principais fatores hormonais incluem exposição prolongada a estrogênio sem oposição de progesterona, como na menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade e uso de terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado.
A obesidade aumenta o risco de câncer de endométrio devido à conversão periférica de androgênios em estrogênios no tecido adiposo, resultando em um estado de hiperestrogenismo crônico que estimula a proliferação endometrial.
O uso de contraceptivos hormonais orais combinados e a multiparidade são considerados fatores protetores, pois reduzem a exposição do endométrio ao estrogênio não oposto ou diminuem o número de ciclos ovulatórios.
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