HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2020
Assinale a resposta que melhor corresponde aos fatores de risco para o câncer de endométrio:
Câncer de endométrio → ↑ risco com hiperestrogenismo: nuliparidade, obesidade, menopausa tardia, TRH só com estrogênio.
O câncer de endométrio está fortemente associado a fatores que promovem um estado de hiperestrogenismo prolongado e sem oposição. Isso inclui condições como nuliparidade, obesidade (pela conversão periférica de androgênios em estrogênios), menopausa tardia (maior tempo de exposição estrogênica) e terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona.
O câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos e o quarto câncer mais comum em mulheres. Sua incidência aumenta com a idade, sendo mais frequente em mulheres pós-menopausa. A compreensão de seus fatores de risco é crucial para a prevenção, rastreamento e aconselhamento de pacientes, especialmente em um contexto de aumento da prevalência de obesidade e uso de terapias hormonais. A fisiopatologia do câncer de endométrio está intrinsecamente ligada ao hiperestrogenismo prolongado e não oposto pela progesterona. O estrogênio estimula a proliferação do endométrio, e a ausência de progesterona para induzir a secreção e a descamação pode levar à hiperplasia endometrial e, eventualmente, à malignidade. Fatores como nuliparidade (maior número de ciclos ovulatórios), menopausa tardia (maior tempo de exposição estrogênica), obesidade (conversão periférica de androgênios em estrogênios), Síndrome dos Ovários Policísticos (anovulação crônica e hiperestrogenismo) e terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado contribuem para esse estado. O diagnóstico precoce é fundamental, e o principal sintoma é o sangramento uterino anormal, especialmente pós-menopausa. O tratamento primário é cirúrgico, geralmente histerectomia e salpingo-ooforectomia bilateral, com estadiamento cirúrgico. A radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal podem ser adjuvantes. Para residentes, é vital identificar pacientes de risco e orientá-las sobre modificações no estilo de vida e opções de terapia hormonal segura para reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
Os principais fatores de risco para o câncer de endométrio estão relacionados ao hiperestrogenismo sem oposição. Incluem nuliparidade, obesidade, menopausa tardia, terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado, Síndrome dos Ovários Policísticos, diabetes mellitus e uso de tamoxifeno.
A obesidade aumenta o risco de câncer de endométrio devido à conversão periférica de androgênios em estrogênios no tecido adiposo. Esse aumento nos níveis de estrogênio, sem a oposição adequada da progesterona, estimula a proliferação endometrial e o risco de hiperplasia atípica e câncer.
A nuliparidade significa que a mulher não teve gestações, resultando em mais ciclos ovulatórios e maior exposição ao estrogênio. A menopausa tardia prolonga o período de exposição do endométrio aos estrogênios endógenos, aumentando o tempo de estímulo proliferativo e, consequentemente, o risco de câncer.
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