HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2022
Mulher, 65 anos de idade, obesa, em menopausa desde os 50 anos de idade. Não fez uso de terapia hormonal após a menopausa. Procura atendimento médico por sangramento uterino. A ultrassonografia transvaginal evidencia espessamento endometrial. Qual dos exames abaixo é considerado padrão-ouro para diagnóstico de câncer de endométrio?
Sangramento pós-menopausa + espessamento endometrial → Histeroscopia com biópsia = padrão-ouro para câncer de endométrio.
Em mulheres pós-menopausa com sangramento uterino e espessamento endometrial, a histeroscopia com biópsia é o exame padrão-ouro para o diagnóstico definitivo de câncer de endométrio. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina e a coleta de material para análise histopatológica.
O câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres pós-menopausa. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce, pois a maioria dos casos é curável se detectada em estágios iniciais. O sangramento uterino pós-menopausa é o sintoma de alerta mais frequente e deve sempre ser investigado, pois é um sinal cardinal. A fisiopatologia está frequentemente ligada à exposição estrogênica prolongada e desequilibrada, sem a oposição da progesterona, o que leva à proliferação endometrial excessiva. O diagnóstico começa com a suspeita clínica (sangramento) e a ultrassonografia transvaginal, que pode evidenciar espessamento endometrial. No entanto, a confirmação histopatológica é indispensável para o diagnóstico definitivo e estadiamento. A histeroscopia com biópsia dirigida é o método padrão-ouro, pois permite a visualização direta da lesão e a coleta precisa de tecido para análise. Outras opções, como a biópsia endometrial por aspiração (curetagem de Novak), são menos precisas. O tratamento definitivo geralmente envolve histerectomia e salpingo-ooforectomia bilateral, com estadiamento cirúrgico. O prognóstico é bom quando diagnosticado precocemente.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, nuliparidade, menopausa tardia, uso de tamoxifeno, síndrome dos ovários policísticos, diabetes e história familiar de câncer colorretal não polipose hereditário (Síndrome de Lynch), todos relacionados à exposição estrogênica prolongada.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina e do endométrio, possibilitando a biópsia dirigida de áreas suspeitas. Isso aumenta significativamente a acurácia diagnóstica em comparação com biópsias cegas ou curetagens, que podem perder lesões focais.
A ultrassonografia transvaginal é útil para identificar o espessamento endometrial, que é um sinal de alerta, mas não é diagnóstica. Ela serve como método de triagem, indicando a necessidade de investigação adicional com histeroscopia e biópsia para confirmação histopatológica.
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