UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Paciente, 60 anos de idade, após 5 anos de menopausa, procura por atendimento médico referindo sangramento vaginal. A paciente é hipertensa crônica e obesa (IMC: 36 kg/m²). A ultrassonografia transvaginal revela espessamento endometrial de 10 mm. A biópsia endometrial confirma adenocarcinoma de endométrio. Sobre o câncer de endométrio, considere as afirmativas a seguir. I. Levando em consideração os fatores de riscos para câncer de endométrio, a obesidade é um fator de risco relevante. II. O câncer endometrial do tipo I está associado a uma melhor resposta ao tratamento hormonal, além disso, apresenta melhor prognóstico. III. O câncer endometrial do tipo II está associado a maior risco de desenvolver metástases linfáticas e peritoneais e, geralmente, apresenta pior prognóstico. IV. Dor pélvica intensa é um sintoma comum no câncer de endométrio em fase inicial.
Câncer de endométrio: obesidade é FR, sangramento pós-menopausa é sintoma precoce. Tipo I (estrogênio-dependente) tem melhor prognóstico que Tipo II.
O câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, frequentemente associado a fatores de risco como obesidade e exposição estrogênica. O sangramento vaginal pós-menopausa é o sintoma mais comum e precoce. Existem dois tipos principais: Tipo I (estrogênio-dependente, melhor prognóstico) e Tipo II (não estrogênio-dependente, mais agressivo e pior prognóstico).
O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres na pós-menopausa. Sua epidemiologia está fortemente ligada a fatores de risco que promovem a exposição estrogênica prolongada e sem oposição, como a obesidade, que aumenta a conversão periférica de androgênios em estrogênios. O diagnóstico precoce é crucial, e o sintoma de alerta mais importante é o sangramento vaginal pós-menopausa, que deve sempre ser investigado. Existem dois tipos principais de câncer endometrial: o Tipo I, que é o mais comum (80-90%), geralmente endometrioide, de baixo grau, estrogênio-dependente e com melhor prognóstico. O Tipo II, menos frequente (10-20%), inclui subtipos como seroso e de células claras, é de alto grau, não estrogênio-dependente, mais agressivo, com maior tendência a metástases linfáticas e peritoneais e pior prognóstico. A diferenciação entre esses tipos é fundamental para o planejamento terapêutico e a avaliação prognóstica. Para residentes, é essencial reconhecer os fatores de risco, valorizar o sangramento pós-menopausa como um sinal de alarme e entender as características dos diferentes tipos histológicos. A investigação diagnóstica envolve ultrassonografia transvaginal para avaliar o espessamento endometrial e biópsia endometrial para confirmação histopatológica. O manejo adequado e o acompanhamento são cruciais para melhorar os desfechos dessas pacientes.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, exposição prolongada a estrogênio sem oposição de progesterona (ex: terapia de reposição hormonal apenas com estrogênio, anovulação crônica), nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, diabetes mellitus e síndrome dos ovários policísticos.
O câncer endometrial tipo I (endometrioide) é mais comum, estrogênio-dependente, geralmente de baixo grau, e tem um prognóstico mais favorável. O tipo II (seroso, células claras, misto) é menos comum, não estrogênio-dependente, de alto grau, mais agressivo, com maior risco de metástases e pior prognóstico.
O sintoma mais comum e precoce do câncer de endométrio é o sangramento vaginal anormal, especialmente o sangramento pós-menopausa. Dor pélvica intensa geralmente indica doença mais avançada.
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