SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
O.S., 63 anos de idade, fez histerectomia total com salpingooforectomia bilateral. O anatomopatológico revelou adenocarcinoma do endométrio, grau II. A lesão infiltra cerca de 50% do miométrio e estroma do colo uterino. Conduta a ser tomada:
Adenocarcinoma endométrio FIGO Estágio II (infiltração estroma colo) → Radioterapia adjuvante pélvica.
O adenocarcinoma de endométrio com invasão do estroma cervical (Estágio II FIGO) ou invasão miometrial profunda (≥ 50%) é considerado de alto risco intermediário ou alto risco, justificando terapia adjuvante para reduzir o risco de recorrência local. A radioterapia pélvica é a modalidade preferencial nesse cenário.
O câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres pós-menopausa. O estadiamento cirúrgico é fundamental para guiar a terapia adjuvante e determinar o prognóstico. A doença é classificada de acordo com a invasão miometrial, envolvimento cervical, linfonodal e metástases à distância. A fisiopatologia envolve principalmente a exposição estrogênica prolongada sem oposição, levando à hiperplasia e posterior malignização do endométrio. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial e o estadiamento é cirúrgico. A suspeita deve surgir em mulheres com sangramento uterino anormal, especialmente na pós-menopausa. O tratamento primário é cirúrgico (histerectomia total com salpingooforectomia bilateral). A terapia adjuvante, como a radioterapia pélvica, é indicada para pacientes com fatores de risco para recorrência, como invasão miometrial profunda, envolvimento do estroma cervical (Estágio II), grau histológico elevado ou invasão linfovascular. A quimioterapia pode ser considerada para estágios mais avançados ou histologias agressivas.
O estadiamento FIGO do câncer de endométrio é cirúrgico e baseia-se na extensão da doença, incluindo profundidade de invasão miometrial, envolvimento do estroma cervical, linfonodos e metástases à distância. O Estágio II envolve invasão do estroma cervical.
A radioterapia adjuvante é indicada para pacientes com fatores de risco para recorrência local, como invasão miometrial profunda (≥ 50%), envolvimento do estroma cervical (Estágio II), grau histológico elevado ou invasão linfovascular, visando reduzir a chance de recidiva pélvica.
Os principais fatores prognósticos incluem o estadiamento FIGO, grau histológico, profundidade de invasão miometrial, presença de invasão linfovascular, tipo histológico (ex: seroso ou células claras são mais agressivos) e idade da paciente.
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