ENARE/ENAMED — Prova 2021
O câncer do corpo do útero pode ter origem em diferentes partes do órgão. O tipo mais comum se origina no endométrio e o menos comum é o que se origina na musculatura e no tecido de sustentação do órgão. Em relação ao câncer de endométrio, assinale a alternativa correta.
Câncer de endométrio → ↑ risco com obesidade, diabetes e ciclos anovulatórios devido ao hiperestrogenismo.
O câncer de endométrio está fortemente associado a condições que levam ao hiperestrogenismo sem oposição da progesterona. Obesidade, diabetes e ciclos anovulatórios são fatores de risco bem estabelecidos, pois aumentam a exposição endometrial ao estrogênio.
O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos e a quarta neoplasia mais comum em mulheres. Sua incidência está diretamente ligada a fatores de risco que promovem um estado de hiperestrogenismo sem oposição, sendo crucial para a prática clínica e para a compreensão da doença. A fisiopatologia do câncer de endométrio tipo I (o mais comum, estrogênio-dependente) envolve a exposição prolongada do endométrio ao estrogênio sem a contrapartida da progesterona. Condições como obesidade (pela aromatização periférica de androgênios em estrogênios no tecido adiposo), diabetes mellitus (associada à resistência à insulina e hiperestrogenismo), e ciclos anovulatórios (como na SOP, onde há ausência de ovulação e, consequentemente, de produção de progesterona pelo corpo lúteo) são fatores de risco bem estabelecidos. O diagnóstico precoce é fundamental, e o sangramento uterino anormal, especialmente na pós-menopausa, é o principal sinal de alerta. Embora a atrofia endometrial seja a causa mais comum de sangramento pós-menopausa, o câncer de endométrio deve ser sempre descartado. O rastreamento populacional não é recomendado, mas a vigilância em grupos de alto risco genético (ex: Síndrome de Lynch) pode ser considerada. O tratamento geralmente envolve histerectomia e salpingo-ooforectomia bilateral, com ou sem linfadenectomia, e terapias adjuvantes conforme o estadiamento.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, diabetes mellitus, hipertensão, terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona, ciclos anovulatórios e Síndrome dos Ovários Policísticos.
O hiperestrogenismo prolongado e sem oposição da progesterona estimula a proliferação endometrial excessiva, aumentando o risco de hiperplasia atípica e, consequentemente, de câncer de endométrio.
O sintoma mais comum é o sangramento uterino anormal, especialmente o sangramento pós-menopausa, que deve sempre ser investigado.
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