UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
O câncer de endométrio continua sendo a segunda neoplasia pélvica mais freqüente na mulher com incidência de 6,22 / 100.000 mulheres (INCA, 2018) e está relacionado com:
Câncer de endométrio → Obesidade ↑ risco via conversão periférica de androstenediona em estrogênios, gerando hiperestrogenismo.
O câncer de endométrio é fortemente associado ao hiperestrogenismo, especialmente o não oposto pela progesterona. A obesidade é um fator de risco significativo porque o tecido adiposo periférico, através da enzima aromatase, converte androgênios (como a androstenediona) em estrogênios, elevando os níveis circulantes e estimulando a proliferação endometrial.
O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos e a segunda mais frequente no Brasil, sendo predominantemente diagnosticado em mulheres pós-menopausa. Sua etiologia está fortemente ligada à exposição prolongada e não oposta ao estrogênio, que promove a proliferação do endométrio, aumentando o risco de hiperplasia atípica e subsequente transformação maligna. A obesidade é um dos fatores de risco mais significativos para o câncer de endométrio. O mecanismo fisiopatológico envolve a conversão periférica de androgênios, como a androstenediona, em estrogênios (estrona) no tecido adiposo, mediada pela enzima aromatase. Mulheres obesas possuem maior volume de tecido adiposo, resultando em níveis mais elevados de estrogênio circulante, o que estimula o endométrio de forma contínua e desregulada. A compreensão dessa relação é crucial para a prevenção e o aconselhamento de pacientes. A perda de peso e o controle de comorbidades associadas à síndrome metabólica podem reduzir o risco. Além da obesidade, outros fatores como nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, uso de tamoxifeno e síndrome dos ovários policísticos também contribuem para o hiperestrogenismo e o risco aumentado de câncer de endométrio.
O principal fator de risco é o hiperestrogenismo não oposto pela progesterona, que estimula a proliferação endometrial e aumenta o risco de malignidade.
O tecido adiposo periférico contém a enzima aromatase, que converte androgênios (como a androstenediona) em estrogênios. Em mulheres obesas, há maior quantidade de tecido adiposo, resultando em níveis elevados de estrogênio circulante e maior estímulo endometrial.
Outros fatores incluem menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade, terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona, síndrome dos ovários policísticos, diabetes e hipertensão.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo