Câncer de Endométrio: Fatores de Risco e Diagnóstico

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021

Enunciado

O câncer do corpo uterino é a segunda neoplasia ginecológica mais incidente no mundo. O que NÃO podemos afirmar em relação ao diagnóstico de importante patologia:

Alternativas

  1. A) Mulheres em uso de terapia hormonal com sangramento uterino não programado ou sangramento uterino após 12 meses da última menstruação devem ser investigadas.
  2. B) Não há aumento de risco de hiperplasia do endométrio, câncer do endométrio e sarcoma endometrial em pacientes menopausadas que usam tamoxifeno.
  3. C) A realização do exame especular é indispensável em todas as mulheres com sangramento vaginal após a menopausa.
  4. D) Seguimento com exame ginecológico, ultrassonografia transvaginal e biópsia de endométrio deve ser oferecido a todas as mulheres portadores de mutação da síndrome de Lynch a partir dos 35 anos, com periodicidade anual até a realização da histerectomia.

Pérola Clínica

Tamoxifeno ↑ risco de hiperplasia e câncer de endométrio em mulheres pós-menopausa.

Resumo-Chave

O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM) usado no tratamento do câncer de mama, possui efeito estrogênico no endométrio, aumentando o risco de hiperplasia e câncer endometrial em pacientes pós-menopausa.

Contexto Educacional

O câncer do corpo uterino, predominantemente o adenocarcinoma de endométrio, é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos e a segunda mais incidente globalmente. Sua incidência está ligada a fatores hormonais, como exposição prolongada a estrogênio sem oposição de progesterona, obesidade e uso de tamoxifeno. O sangramento uterino pós-menopausa é o sintoma mais comum e deve sempre ser investigado. Um ponto crítico para a prática clínica é o impacto do tamoxifeno. Embora seja um tratamento eficaz para o câncer de mama, o tamoxifeno exerce um efeito estrogênico no endométrio, aumentando o risco de hiperplasia endometrial e câncer em mulheres pós-menopausa. Portanto, a afirmação de que não há aumento de risco é incorreta. Mulheres em uso de tamoxifeno necessitam de vigilância especial para patologias endometriais. O diagnóstico envolve a investigação de sangramento uterino anormal, especialmente em mulheres pós-menopausa ou em terapia hormonal. O exame especular é indispensável, e a ultrassonografia transvaginal, juntamente com a biópsia de endométrio, são ferramentas diagnósticas chave. Para pacientes com Síndrome de Lynch, o rastreamento com exames ginecológicos anuais, ultrassonografia transvaginal e biópsia de endométrio a partir dos 35 anos é recomendado até a histerectomia profilática.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do sangramento uterino pós-menopausa?

Sangramento uterino após a menopausa é um sinal de alerta crucial e deve ser sempre investigado para excluir patologias graves como hiperplasia endometrial atípica ou câncer de endométrio.

Como o tamoxifeno afeta o endométrio em mulheres pós-menopausa?

O tamoxifeno, embora antiestrogênico na mama, age como estrogênio no endométrio, aumentando o risco de hiperplasia endometrial e câncer, exigindo vigilância.

Qual o papel da Síndrome de Lynch no câncer de endométrio?

A Síndrome de Lynch (HNPCC) é uma condição genética que aumenta significativamente o risco de câncer de endométrio, justificando rastreamento precoce e histerectomia profilática em alguns casos.

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