UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2021
O câncer do corpo uterino é a segunda neoplasia ginecológica mais incidente no mundo. O que NÃO podemos afirmar em relação ao diagnóstico de importante patologia:
Tamoxifeno ↑ risco de hiperplasia e câncer de endométrio em mulheres pós-menopausa.
O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM) usado no tratamento do câncer de mama, possui efeito estrogênico no endométrio, aumentando o risco de hiperplasia e câncer endometrial em pacientes pós-menopausa.
O câncer do corpo uterino, predominantemente o adenocarcinoma de endométrio, é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos e a segunda mais incidente globalmente. Sua incidência está ligada a fatores hormonais, como exposição prolongada a estrogênio sem oposição de progesterona, obesidade e uso de tamoxifeno. O sangramento uterino pós-menopausa é o sintoma mais comum e deve sempre ser investigado. Um ponto crítico para a prática clínica é o impacto do tamoxifeno. Embora seja um tratamento eficaz para o câncer de mama, o tamoxifeno exerce um efeito estrogênico no endométrio, aumentando o risco de hiperplasia endometrial e câncer em mulheres pós-menopausa. Portanto, a afirmação de que não há aumento de risco é incorreta. Mulheres em uso de tamoxifeno necessitam de vigilância especial para patologias endometriais. O diagnóstico envolve a investigação de sangramento uterino anormal, especialmente em mulheres pós-menopausa ou em terapia hormonal. O exame especular é indispensável, e a ultrassonografia transvaginal, juntamente com a biópsia de endométrio, são ferramentas diagnósticas chave. Para pacientes com Síndrome de Lynch, o rastreamento com exames ginecológicos anuais, ultrassonografia transvaginal e biópsia de endométrio a partir dos 35 anos é recomendado até a histerectomia profilática.
Sangramento uterino após a menopausa é um sinal de alerta crucial e deve ser sempre investigado para excluir patologias graves como hiperplasia endometrial atípica ou câncer de endométrio.
O tamoxifeno, embora antiestrogênico na mama, age como estrogênio no endométrio, aumentando o risco de hiperplasia endometrial e câncer, exigindo vigilância.
A Síndrome de Lynch (HNPCC) é uma condição genética que aumenta significativamente o risco de câncer de endométrio, justificando rastreamento precoce e histerectomia profilática em alguns casos.
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