Câncer de Endométrio: Diagnóstico Padrão Ouro e Fatores de Risco

HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2025

Enunciado

O câncer de endométrio é um dos tumores pélvicos ginecológicos mais incidente, devido aos fatores de risco serem cada vez mais prevalentes como aumento da idade, a obesidade e a diminuição do número de filhos por mulher. Sobre o câncer de endométrio, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) O tabagismo com mais de 20 cigarros por dia é um fator de risco para o tipo endometrióide.
  2. B) Os sintomas são tardios, o que dificulta e atrasa o diagnóstico, levando a maioria das pacientes a serem diagnosticas em fases avançadas.
  3. C) O exame diagnóstico padrão ouro é a biópsia por histeroscopia.
  4. D) Os tumores do tipo histológico de células claras são de bom prognóstico, sendo de tratamento cirúrgico e raramente tem indicação de tratamentos coadjuvantes.

Pérola Clínica

Câncer de endométrio: sangramento uterino anormal (pós-menopausa) → biópsia histeroscópica (padrão ouro).

Resumo-Chave

O câncer de endométrio é o tumor ginecológico mais comum em países desenvolvidos, sendo o sangramento uterino anormal pós-menopausa o sintoma mais frequente e precoce. O diagnóstico definitivo é histopatológico, e a biópsia endometrial guiada por histeroscopia é considerada o padrão ouro por permitir a visualização direta da lesão e a coleta precisa do material.

Contexto Educacional

O câncer de endométrio é o tumor ginecológico mais comum em países desenvolvidos, com incidência crescente devido ao aumento da expectativa de vida e da prevalência de obesidade. A maioria dos casos ocorre em mulheres pós-menopausa, sendo o sangramento uterino anormal o sintoma mais frequente e precoce, o que contribui para o diagnóstico em estágios iniciais. Os principais fatores de risco estão relacionados à exposição estrogênica prolongada e sem oposição, como obesidade, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia e uso de tamoxifeno. O diagnóstico do câncer de endométrio começa com a suspeita clínica, geralmente por sangramento uterino anormal. A ultrassonografia transvaginal é um método de triagem útil para avaliar o espessamento endometrial. No entanto, o diagnóstico definitivo é histopatológico. A biópsia endometrial, seja por curetagem uterina, aspiração ou, preferencialmente, por histeroscopia, é essencial. A histeroscopia com biópsia dirigida é considerada o padrão ouro por permitir a visualização direta da lesão e a coleta precisa do tecido para análise. O tratamento primário é cirúrgico, geralmente histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral, podendo incluir linfadenectomia. A escolha do tratamento adjuvante (radioterapia, quimioterapia ou hormonioterapia) depende do estadiamento e do tipo histológico. Tumores de células claras e serosos são considerados de alto grau e pior prognóstico, necessitando frequentemente de terapia adjuvante, ao contrário do que afirma a alternativa D. O tabagismo não é um fator de risco para o tipo endometrioide, mas sim para o tipo seroso.

Perguntas Frequentes

Qual o sintoma mais comum do câncer de endométrio?

O sintoma mais comum do câncer de endométrio é o sangramento uterino anormal, especialmente em mulheres pós-menopausa. Este sintoma precoce é crucial para o diagnóstico em fases iniciais.

Quais são os principais fatores de risco para o câncer de endométrio?

Os principais fatores de risco incluem idade avançada, obesidade, nuliparidade, terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona, síndrome dos ovários policísticos e tamoxifeno.

Por que a biópsia por histeroscopia é o padrão ouro para o diagnóstico?

A biópsia por histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, identificação de lesões suspeitas e coleta de amostras direcionadas, garantindo um diagnóstico histopatológico preciso e evitando biópsias cegas que podem perder a lesão.

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