Câncer de Endométrio: Fatores de Risco e Prevenção

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022

Enunciado

Nos países ricos vem aumentando, de forma significativa, o número de mulheres com câncer do endométrio e diminuindo o número de mulheres com câncer de colo uterino. Em razão dessa situação, são avaliados os fatores de risco associados ao câncer do endométrio. Constituem fatores de risco para essa afecção:

Alternativas

  1. A) menopausa tardia; multiparidade; uso de anticoncepcional oral combinado; e diabetes.
  2. B) cor branca; uso de tamoxifeno; síndrome dos ovários policísticos; e história pessoal ou familiar de câncer de mama, de cólon e de ovário.
  3. C) nível socioeconômico elevado; dieta rica em gordura animal; e hipertensão arterial crônica.
  4. D) menarca precoce; obesidade; pólipo endometrial; e hipertireoidismo.
  5. E) nuliparidade; tumor produtor de estrogênio; lúpus eritematoso; e vitiligo.

Pérola Clínica

Câncer de endométrio = Hiperestrogenismo (exógeno/endógeno) + fatores metabólicos + genéticos (Tamoxifeno, SOP, obesidade, nuliparidade, Lynch).

Resumo-Chave

Os fatores de risco para câncer de endométrio estão amplamente relacionados à exposição prolongada e desbalanceada ao estrogênio sem oposição da progesterona, além de condições metabólicas e genéticas. É crucial reconhecer esses fatores para rastreamento e prevenção.

Contexto Educacional

O câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, com sua incidência aumentando devido a fatores como obesidade e envelhecimento populacional. Sua fisiopatologia está intimamente ligada à exposição prolongada e desequilibrada ao estrogênio, sem a oposição da progesterona, que estimula a proliferação endometrial. Os principais fatores de risco incluem condições que levam ao hiperestrogenismo endógeno (obesidade, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, síndrome dos ovários policísticos, tumores produtores de estrogênio) ou exógeno (terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona, uso de tamoxifeno). Além disso, fatores metabólicos como diabetes mellitus e hipertensão arterial, e síndromes genéticas como a Síndrome de Lynch, também aumentam o risco. O diagnóstico precoce é favorecido pela apresentação comum de sangramento uterino anormal pós-menopausa. O tratamento geralmente envolve histerectomia e salpingo-ooforectomia bilateral, com estadiamento cirúrgico. A compreensão dos fatores de risco é fundamental para a prevenção, aconselhamento e rastreamento de pacientes de alto risco, especialmente aquelas com história familiar ou síndromes genéticas.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do estrogênio no desenvolvimento do câncer de endométrio?

O estrogênio, sem oposição da progesterona, estimula a proliferação do endométrio. A exposição prolongada e desbalanceada a esse estímulo pode levar a hiperplasia endometrial e, eventualmente, ao desenvolvimento de câncer.

Como o tamoxifeno se relaciona com o câncer de endométrio?

O tamoxifeno, usado no tratamento do câncer de mama, atua como um agonista estrogênico no endométrio, aumentando o risco de hiperplasia e câncer endometrial, especialmente em mulheres pós-menopausa.

Quais síndromes genéticas aumentam o risco de câncer de endométrio?

A Síndrome de Lynch (câncer colorretal hereditário não poliposo) é a síndrome genética mais comum associada a um risco significativamente aumentado de câncer de endométrio, além de outros cânceres.

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