UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
São fatores de risco de câncer de endométrio, EXCETO:
Multiparidade é um fator protetor contra câncer de endométrio, enquanto hiperestrogenismo (obesidade, anovulação crônica, tamoxifeno) aumenta o risco.
O câncer de endométrio está fortemente associado ao hiperestrogenismo sem oposição progestacional. Fatores que aumentam a exposição ao estrogênio (obesidade, ciclos anovulatórios, terapia com tamoxifeno) elevam o risco, enquanto a multiparidade, que implica períodos de supressão estrogênica e exposição à progesterona, é protetora.
O câncer de endométrio é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres na pós-menopausa. Sua etiologia está fortemente ligada à exposição prolongada e desequilibrada ao estrogênio sem a oposição adequada da progesterona, um estado conhecido como hiperestrogenismo. Compreender os fatores de risco é crucial para a prevenção e identificação de pacientes de alto risco. A fisiopatologia do câncer de endométrio tipo I (o mais comum) envolve a hiperplasia endometrial atípica, que progride para carcinoma devido à estimulação estrogênica crônica. Fatores como obesidade (pela aromatização periférica de androgênios em estrogênios), ciclos anovulatórios crônicos (como na Síndrome dos Ovários Policísticos), terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado e o uso de tamoxifeno (que tem efeito estrogênico no endométrio) aumentam o risco. A idade avançada também é um fator de risco, com a maioria dos casos ocorrendo após os 50 anos. Em contraste, a multiparidade é um fator protetor. Cada gestação e os períodos de lactação associados resultam em uma supressão da ovulação e, consequentemente, uma redução da exposição cumulativa do endométrio ao estrogênio, além de maior exposição à progesterona. O diagnóstico é feito por biópsia endometrial, geralmente após investigação de sangramento uterino anormal. O tratamento primário é cirúrgico, com histerectomia e salpingo-ooforectomia bilateral, podendo ser complementado com radioterapia ou quimioterapia.
Os principais fatores de risco para o câncer de endométrio estão relacionados ao hiperestrogenismo sem oposição, incluindo obesidade, ciclos anovulatórios crônicos (como na SOP), terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona, menarca precoce, menopausa tardia e uso de tamoxifeno.
A obesidade aumenta o risco de câncer de endométrio porque o tecido adiposo periférico converte androgênios em estrogênios (aromatização), elevando os níveis circulantes de estrogênio. Esse estrogênio não é contrabalançado pela progesterona, estimulando a proliferação endometrial.
A multiparidade é protetora porque cada gestação e os períodos de lactação associados resultam em uma supressão da ovulação e, consequentemente, uma redução da exposição cumulativa do endométrio ao estrogênio, além de maior exposição à progesterona.
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