SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2022
Mulher, 71 anos de idade, nuligesta, procura atendimento devido à sangramento genital de pequena quantidade, há 15 dias. Antecedentes médicos: Hipertensa. Antecedentes ginecológicos: Menarca aos 11 anos, na menacme apresentava ciclos longos, menopausou aos 49 anos, não faz reposição hormonal e não tem mais vida sexual ativa. Ao exame físico, PA: 130x80mmHg; Peso: 79Kg; Altura: 1,64m; Circunferência abdominal: 89cm. Exame segmentar: sem nenhum achado relevante. Vulva coaptada, sem lesões. Exame especular: Mucosa pálida, colo aparentemente epitelizado, sangramento +/4+ fluindo pelo Orifício externo; Toque vaginal: útero AVF volume normal; anexos não palpáveis.Indique os fatores de risco mais prevalentes associados à principal hipótese diagnóstica:
Sangramento pós-menopausa + fatores de risco para hiperestrogenismo (obesidade, nuliparidade, SOP, tamoxifeno) → investigar câncer de endométrio.
O sangramento pós-menopausa é o principal sintoma de alerta para câncer de endométrio e deve ser sempre investigado. Os fatores de risco estão frequentemente associados a um estado de hiperestrogenismo sem oposição progestagênica, como nuliparidade, infertilidade, obesidade, diabetes, menarca precoce e uso de tamoxifeno.
O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum em países desenvolvidos, afetando principalmente mulheres pós-menopausa. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico precoce, uma vez que o sintoma mais comum, o sangramento pós-menopausa, permite a detecção em estágios iniciais na maioria dos casos. A compreensão dos fatores de risco é fundamental para a estratificação e aconselhamento das pacientes. Os fatores de risco para o câncer de endométrio estão amplamente associados a um estado de hiperestrogenismo prolongado e sem oposição progestagênica. Isso inclui condições como obesidade (conversão periférica de androgênios em estrogênios), diabetes mellitus, síndrome dos ovários policísticos (SOP) com anovulação crônica, nuliparidade e menopausa tardia. O uso de tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio, também aumenta o risco devido ao seu efeito estrogênico no endométrio. A paciente do caso apresenta idade avançada, nuliparidade, hipertensão e obesidade (IMC de 29,3 kg/m²), fatores que contribuem para o risco. Diante de sangramento pós-menopausa, a investigação é imperativa e geralmente envolve ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial, seguida de biópsia endometrial (histeroscopia com biópsia dirigida ou curetagem) para diagnóstico histopatológico. O tratamento primário é cirúrgico (histerectomia total com salpingo-ooforectomia bilateral), podendo ser complementado com radioterapia ou quimioterapia, dependendo do estadiamento e fatores de risco. O prognóstico é geralmente bom quando diagnosticado em estágios iniciais.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, diabetes mellitus, hipertensão, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, síndrome dos ovários policísticos, uso de tamoxifeno e terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona.
O sangramento pós-menopausa é o sintoma mais comum do câncer de endométrio, ocorrendo em cerca de 90% dos casos. Qualquer sangramento após a menopausa deve ser investigado prontamente para excluir malignidade.
O hiperestrogenismo prolongado e sem oposição progestagênica leva à proliferação excessiva do endométrio, aumentando o risco de hiperplasia endometrial e, consequentemente, de câncer de endométrio. Fatores como obesidade e SOP contribuem para esse estado.
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