HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020
Mulher, 52 anos de idade, menopausada, há 5 anos em tratamento para diabetes tipo 2 e hipertensão arterial sistêmica, em consulta ambulatorial, com queixa de sangramento intermitente há 4 meses, em pequena quantidade. Paciente sem vida sexual ativa há 3 anos. Ao exame clínico, apresenta como único dado alterado IMC = 32 kg/m². Ao exame especular, colo aparentemente epitelizado e impérvio, sem secreções patológicas, com sangramento coletado em fundo de saco, em mínima quantidade. Considerando a queixa principal da paciente nesta consulta, quais são os fatores de risco que se associam ao sangramento apresentado?
Sangramento na pós-menopausa + Obesidade + DM → Investigar Câncer de Endométrio.
A obesidade e o diabetes são fatores de risco clássicos para o câncer de endométrio devido ao hiperestrogenismo periférico e resistência insulínica.
O sangramento uterino na pós-menopausa é um sinal de alerta que exige investigação imediata. Embora a atrofia urogenital seja a causa mais frequente, cerca de 10% dos casos estão associados à malignidade endometrial. A obesidade atua como um fator de risco central, pois o excesso de tecido adiposo eleva os níveis de estrogênio circulante através da aromatização periférica, levando à hiperplasia e potencial transformação neoplásica. O diabetes mellitus tipo 2 também contribui para esse risco, possivelmente através da via do fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1), que possui propriedades mitogênicas no endométrio. O manejo clínico deve focar na exclusão de neoplasias através de métodos diagnósticos como ultrassonografia transvaginal e, se necessário, biópsia endometrial ou histeroscopia.
A atrofia endometrial é a causa mais comum, porém o câncer de endométrio deve ser sempre excluído, especialmente em pacientes com fatores de risco como obesidade e diabetes.
O tecido adiposo converte androstenediona em estrona via aromatase, gerando um estado de hiperestrogenismo sem oposição da progesterona, o que estimula a proliferação endometrial.
A ultrassonografia transvaginal é o exame inicial para avaliar a espessura endometrial; valores acima de 4-5 mm em pacientes sintomáticas exigem biópsia.
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