HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Sobre o câncer de corpo de útero é CORRETO afirmar:
Câncer de endométrio = mais comum em pós-menopausa, obesidade é fator de risco principal. Rastreamento não é bem estabelecido.
O câncer de corpo de útero, ou câncer de endométrio, é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos e sua incidência está fortemente ligada à obesidade e à pós-menopausa. Diferente de outros cânceres ginecológicos, não há um rastreamento populacional bem estabelecido, sendo o sangramento uterino anormal o principal sinal de alerta.
O câncer de corpo de útero, predominantemente o adenocarcinoma de endométrio, é o câncer ginecológico mais comum em países desenvolvidos e o quarto câncer mais frequente em mulheres, após mama, colorretal e pulmão. Sua incidência tem aumentado globalmente, em grande parte devido ao aumento das taxas de obesidade. É mais comum em mulheres na pós-menopausa, com a idade média de diagnóstico em torno dos 60 anos. Os principais fatores de risco estão relacionados à exposição estrogênica não oposta, incluindo obesidade, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, uso de tamoxifeno e terapia hormonal estrogênica sem progesterona. A obesidade é um fator de risco proeminente, pois o tecido adiposo converte androgênios em estrogênios, criando um ambiente de hiperestrogenismo crônico que estimula a proliferação endometrial. Diferente do câncer de colo uterino, não há um programa de rastreamento populacional eficaz para o câncer de endométrio. O principal sintoma de apresentação é o sangramento uterino anormal, especialmente na pós-menopausa, o que exige investigação com ultrassonografia transvaginal e, se necessário, biópsia endometrial. A histeroscopia com biópsia dirigida é o padrão ouro para o diagnóstico.
Os principais fatores de risco incluem obesidade, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, diabetes mellitus, hipertensão arterial, síndrome dos ovários policísticos e uso de terapia hormonal estrogênica sem progesterona.
Não existe um rastreamento populacional bem estabelecido para o câncer de endométrio. O diagnóstico geralmente é feito em mulheres sintomáticas, principalmente com sangramento uterino anormal na pós-menopausa, que leva à investigação com ultrassonografia transvaginal e biópsia endometrial.
A obesidade aumenta o risco de câncer de endométrio devido ao aumento da conversão periférica de androgênios em estrogênios no tecido adiposo, resultando em um estado de hiperestrogenismo crônico sem oposição da progesterona, o que estimula a proliferação endometrial.
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