SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Paciente 72 anos, sexo masculino, evoluindo com alteração do hábito intestinal há 6 meses, alternando episódios de constipação e diarreia. Realizou colonoscopia que evidenciou tumoração ulcerada em sigmoide, cujo histopatológico definiu adenocarcinoma invasivo. Realizou também tomografias de tórax e abdômen com o seguinte achado:Sobre o caso em questão, assinale a alternativa CORRETA.
Câncer colorretal com metástase hepática ressecável → tratamento multimodal (cirurgia cólon + quimio + cirurgia hepática) pode ter cura.
A presença de metástases hepáticas em câncer colorretal não impede a possibilidade de cura, especialmente se as metástases forem ressecáveis. O tratamento multimodal, que inclui cirurgia do tumor primário, quimioterapia sistêmica e ressecção das metástases hepáticas, oferece a melhor chance de sobrevida a longo prazo para pacientes selecionados.
O adenocarcinoma de cólon é uma das neoplasias mais comuns, e cerca de 20-25% dos pacientes já apresentam metástases ao diagnóstico, sendo o fígado o sítio mais frequente. Historicamente, a presença de metástases hepáticas era sinônimo de incurabilidade, mas avanços na cirurgia e na quimioterapia mudaram esse paradigma. Atualmente, pacientes com metástases hepáticas ressecáveis podem ser submetidos a um tratamento multimodal com intenção curativa. Isso geralmente envolve a ressecção do tumor primário no cólon, quimioterapia sistêmica (neoadjuvante e/ou adjuvante) e a ressecção das metástases hepáticas (hepatectomia). A ordem dos procedimentos pode variar dependendo da apresentação clínica. A decisão de ressecabilidade das metástases hepáticas é complexa e envolve avaliação por equipe multidisciplinar. A quimioterapia neoadjuvante pode converter metástases inicialmente irressecáveis em ressecáveis. Mesmo com metástases, a perspectiva de cura existe para pacientes selecionados, embora o prognóstico permaneça reservado em comparação com a doença localizada.
As metástases hepáticas são consideradas ressecáveis quando é possível remover todas as lesões com margens livres, preservando volume hepático residual adequado e sem doença extra-hepática incontrolável. A decisão é individualizada e depende da localização, número e tamanho das lesões.
A quimioterapia pode ser usada de forma neoadjuvante (antes da cirurgia) para reduzir o tamanho das metástases e torná-las ressecáveis, ou adjuvante (após a cirurgia) para eliminar células tumorais residuais e reduzir o risco de recidiva. Também é a base do tratamento paliativo em doença irressecável.
Fatores prognósticos incluem o número e tamanho das metástases, margens cirúrgicas livres, níveis de CEA pré-operatório, presença de doença extra-hepática, status do tumor primário e resposta à quimioterapia. A ressecção completa das metástases é o fator mais importante para a sobrevida a longo prazo.
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