PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Um homem de 60 anos apresenta sangramento retal há 2 meses associado a anorexia e perda de peso de 4 kg. Foi submetido a colonoscopia, revelando tumoração cecal ulcerada e circunferencial com biópsia revelando adenocarcinoma invasivo. A tomografia computadorizada de tórax/abdome/pelve mostra três massas hepáticas bilobares e periféricas variando de 2 a 3 cm de diâmetro, sem adenopatia regional ou para-aórtica e sem outras metástases a distância. A biópsia percutânea da massa hepática lobar direita, revela adenocarcinoma metastático, consistente com o cólon como local primário de malignidade. O paciente tem hipertensão e hipercolesterolemia. Ele não tem histórico familiar de câncer colorretal. Seu estado funcional é bom. O melhor manejo inicial é
CCR + Metástases hepáticas ressecáveis → Ressecção simultânea é opção segura e eficaz.
Em pacientes com tumor primário e metástases hepáticas sincrônicas ressecáveis, a cirurgia combinada oferece controle oncológico em tempo único com morbidade aceitável.
O manejo do câncer colorretal metastático (CCRm) evoluiu significativamente com o conceito de ressecabilidade. Cerca de 20-25% dos pacientes apresentam metástases hepáticas ao diagnóstico (sincrônicas). A ressecção completa (R0) de toda a doença é o único tratamento com potencial curativo, alcançando sobrevida em 5 anos de até 50%. A decisão entre cirurgia simultânea, 'colon-first' ou 'liver-first' depende da carga tumoral, da complexidade da hepatectomia necessária e das condições clínicas do paciente. No caso de tumores de cólon direito e metástases hepáticas periféricas e limitadas, a abordagem simultânea apresenta resultados oncológicos equivalentes à abordagem estagiada, com a vantagem de tratar a doença sistêmica de forma mais ágil.
A ressecção simultânea é indicada quando tanto o tumor primário quanto as metástases hepáticas são considerados ressecáveis (R0), o paciente possui bom status performance (ECOG 0-1) e a extensão da ressecção hepática não é excessivamente complexa, minimizando o risco de complicações pós-operatórias graves.
As principais vantagens incluem a resolução da doença macroscópica em um único procedimento anestésico, redução do tempo total de hospitalização, menor custo hospitalar e a possibilidade de iniciar a quimioterapia adjuvante mais precocemente, sem o intervalo necessário entre duas cirurgias estagiadas.
Não. Embora a quimioterapia neoadjuvante seja fundamental para tornar lesões irressecáveis em ressecáveis, em pacientes com doença claramente ressecável de início e bom prognóstico, a cirurgia 'upfront' (simultânea ou estagiada) é uma conduta amplamente aceita e eficaz.
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