SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2020
Com relação ao câncer colorretal em pacientes geriátricos, assinale a alternativa incorreta:
↑ Idade no CCR → Geralmente prognóstico MENOS favorável devido a comorbidades e biologia tumoral.
O câncer colorretal é mais comum em idosos e, embora a idade por si só não seja um fator prognóstico independente, pacientes geriátricos frequentemente apresentam comorbidades e tumores com características biológicas mais agressivas, o que pode impactar negativamente o prognóstico.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e uma importante causa de morbimortalidade, especialmente na população idosa, sendo predominantemente uma doença do envelhecimento. A incidência aumenta exponencialmente com a idade, tornando-se significativamente maior em indivíduos acima de 85 anos em comparação com faixas etárias mais jovens. É crucial reconhecer a relevância epidemiológica do CCR nesse grupo. A idade avançada, por si só, não é um fator de prognóstico favorável no CCR. Pelo contrário, pacientes geriátricos frequentemente apresentam múltiplas comorbidades, menor reserva fisiológica e, por vezes, tumores com características biológicas mais agressivas, o que pode levar a um pior prognóstico e maior risco de complicações pós-operatórias. A avaliação geriátrica abrangente é fundamental para otimizar o manejo. A apresentação de sinais e sintomas do CCR, como sangramento retal, alteração do hábito intestinal, dor abdominal e anemia, depende primariamente da localização do tumor (cólon direito vs. esquerdo/reto) e não varia substancialmente com a idade. O tratamento deve ser individualizado, considerando o estado funcional, comorbidades e preferências do paciente, visando o melhor equilíbrio entre eficácia oncológica e qualidade de vida.
O prognóstico em idosos é influenciado por comorbidades, estado funcional, características biológicas do tumor (estadiamento, grau de diferenciação) e tolerância aos tratamentos.
Não necessariamente. A decisão de tratamento deve ser individualizada, considerando o estado funcional do paciente, comorbidades e expectativa de vida, não apenas a idade cronológica.
A apresentação clínica geralmente não varia substancialmente com a idade, dependendo mais da localização do tumor. No entanto, idosos podem ter sintomas mais inespecíficos ou tardios devido a outras condições.
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