UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Paciente 52 anos, sexo feminino, chega ao médico com queixa de perda ponderal, astenia e modificação de hábito intestinal. Relata que era constipada e que antes evacuava 1 vez a cada dois dias. No último mês, alternou semanas de diarreia com 3 a 4 evacuações diárias, com semanas de evacuações a cada 4 dias e tenesmo. O exame adequado para investigar o caso e a justificativa para sua prescrição são
Alteração de hábito intestinal + perda ponderal + tenesmo em >50 anos → alta suspeita de câncer colorretal, indicar colonoscopia.
A paciente apresenta sinais de alarme para neoplasia colorretal, como idade >50 anos, alteração do hábito intestinal (especialmente alternância entre diarreia e constipação), perda ponderal e tenesmo. A colonoscopia é o exame padrão ouro para investigar o cólon e o reto, permitindo a visualização direta, biópsia e remoção de lesões.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. Sua incidência aumenta com a idade, sendo mais frequente após os 50 anos. Fatores de risco incluem histórico familiar, doenças inflamatórias intestinais e síndromes genéticas. A apresentação clínica pode variar, mas sintomas como alteração do hábito intestinal, perda ponderal, astenia e tenesmo são sinais de alarme que exigem investigação imediata. A fisiopatologia do CCR geralmente envolve a progressão de pólipos adenomatosos para carcinoma, um processo que pode levar anos. O diagnóstico precoce é crucial para um melhor prognóstico. A colonoscopia é considerada o padrão ouro para o diagnóstico, pois permite a visualização direta da mucosa colorretal, a identificação de lesões suspeitas e a coleta de biópsias para análise histopatológica, além da remoção de pólipos pré-malignos. O manejo do CCR depende do estágio da doença, mas geralmente envolve cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia. A detecção precoce através de programas de rastreamento em indivíduos assintomáticos e a pronta investigação de sintomas de alarme em pacientes sintomáticos são fundamentais para reduzir a mortalidade. A educação sobre os sinais de alerta é vital para pacientes e profissionais de saúde.
Sinais de alarme incluem alteração persistente do hábito intestinal (diarreia, constipação ou alternância), sangramento retal, perda de peso inexplicada, anemia ferropriva e dor abdominal persistente.
A colonoscopia permite a visualização direta de todo o cólon e reto, a identificação de lesões (pólipos, tumores), a realização de biópsias para confirmação histopatológica e, em alguns casos, a remoção terapêutica de pólipos.
O rastreamento é feito em indivíduos assintomáticos para detectar lesões pré-malignas ou câncer em estágio inicial (ex: pesquisa de sangue oculto, colonoscopia a partir dos 45-50 anos). O diagnóstico é realizado em pacientes com sintomas de alarme para investigar a causa.
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