FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Um paciente de 65 anos de idade, hígido, foi ao consultório com queixa de sangramento anal. Ao exame proctológico, foi evidenciada doença hemorroidária grau 3, associada à lesão em circunferência, endurecida, com sangramento e tocável a 5 cm da borda anal. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta no momento.
Lesão anal suspeita em idoso com hemorroidas → afastar câncer colorretal com biópsia + estadiamento completo.
Em pacientes idosos com sangramento anal e uma lesão suspeita (endurecida, sangrante) mesmo na presença de doença hemorroidária, é mandatório investigar malignidade. A lesão descrita sugere fortemente um câncer colorretal, exigindo biópsia (via colonoscopia) e estadiamento sistêmico para determinar a extensão da doença.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns globalmente, com incidência crescente em idosos. O sangramento retal é um sintoma frequente, muitas vezes erroneamente atribuído a condições benignas como hemorroidas. É crucial que o médico esteja atento a sinais de alarme, especialmente em pacientes acima de 50 anos, para um diagnóstico precoce e melhora do prognóstico. A investigação de sangramento anal em pacientes idosos deve sempre incluir a exclusão de malignidade, mesmo na presença de doença hemorroidária. A lesão descrita no enunciado (endurecida, sangrante, tocável) é altamente sugestiva de câncer. A colonoscopia com biópsia é o padrão-ouro para o diagnóstico histopatológico. Uma vez confirmado o diagnóstico de câncer retal, o estadiamento completo é fundamental para definir a melhor estratégia terapêutica. Isso inclui exames de imagem como tomografia de tórax e abdome (para metástases à distância), ressonância magnética de pelve (para estadiamento local e planejamento cirúrgico) e marcadores tumorais como o CEA, que auxiliam no prognóstico e monitoramento da resposta ao tratamento.
Sinais de alarme incluem alteração do hábito intestinal, perda de peso inexplicada, anemia, e a presença de lesões endurecidas, friáveis ou ulceradas ao exame proctológico, mesmo na presença de hemorroidas.
A colonoscopia é crucial para visualizar toda a mucosa do cólon e reto, permitindo identificar a origem do sangramento, realizar biópsias de lesões suspeitas e remover pólipos que podem ser precursores de câncer.
Exames como TC de tórax/abdome/pelve e RM de pelve são essenciais para avaliar a extensão local da doença, o envolvimento de linfonodos e a presença de metástases à distância. O CEA ajuda no prognóstico e monitoramento pós-tratamento.
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