SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Mulher, 67 anos, hipertensa e diabética, fez colonoscopia que evidenciou lesão neoplásica em reto alto. A tomografia de estadiamento evidencia as alterações na imagem abaixo: Sobre o planejamento terapêutico dessa paciente é CORRETO afirmar que
Câncer colorretal com metástases hepáticas sincrônicas → Abordagem multidisciplinar é mandatória para definir a melhor estratégia terapêutica.
O tratamento do câncer colorretal com metástases hepáticas é complexo e individualizado. A decisão entre cirurgia combinada, cirurgias intervaladas, quimioterapia neoadjuvante ou outras terapias locais depende da avaliação de uma equipe multidisciplinar para otimizar os desfechos.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns em todo o mundo, e o fígado é o principal sítio de metástases a distância. Cerca de 15-25% dos pacientes apresentam metástases hepáticas sincrônicas no momento do diagnóstico. A presença de doença metastática classifica o tumor como estádio IV, mas, diferentemente de muitas outras neoplasias, o tratamento pode ter intenção curativa em casos selecionados. A avaliação de um paciente com CCR e metástases hepáticas é complexa e exige uma abordagem multidisciplinar, envolvendo cirurgiões (colorretal e hepatobiliar), oncologistas clínicos, radiologistas e patologistas. O estadiamento preciso com tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve, e ressonância magnética de fígado ou PET-CT, é fundamental para definir a extensão da doença e a possibilidade de ressecção completa tanto do tumor primário quanto das metástases. As estratégias terapêuticas são altamente individualizadas. As opções incluem cirurgias combinadas (ressecção do primário e das metástases no mesmo tempo), cirurgias estagiadas (em dois tempos), ou abordagens invertidas como a 'liver-first'. A quimioterapia neoadjuvante pode ser usada para 'downstaging' de lesões inicialmente irressecáveis. Terapias locorregionais, como ablação por radiofrequência ou embolização, também podem ser empregadas. A decisão final depende da carga tumoral, da localização das lesões, da performance clínica do paciente e da experiência da equipe.
A ressecabilidade depende do número, tamanho e localização das metástases, da possibilidade de obter margens cirúrgicas livres (R0) e, crucialmente, de manter um volume de fígado remanescente funcional e adequado (geralmente >20-30% em fígados sadios).
A quimioterapia pode ser usada no cenário neoadjuvante para reduzir o tamanho do tumor primário e das metástases (downstaging), tornando-os ressecáveis, ou no cenário adjuvante após a cirurgia para reduzir o risco de recorrência.
É uma estratégia cirúrgica na qual as metástases hepáticas são ressecadas antes do tumor colorretal primário. É considerada em pacientes com doença hepática volumosa e um tumor primário assintomático, visando controlar a doença metastática que representa maior risco.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo