Câncer Retal: Investigação e Estadiamento Completo

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Um paciente de 75 anos de idade, hipertenso controlado, com queixa de sangramento anal há 6 meses após as evacuações e alteração do hábito intestinal, compareceu ao hospital. O exame proctológico evidenciou a presença de mamilos hemorroidários grau 3 e tumoração endurecida, friável, sangrante, indolor, ocupando 1/3 da circunferência do reto, a 5 cm da borda anal.Nesse caso hipotético, a melhor conduta é solicitar

Alternativas

  1. A) retossigmoidoscopia, CEA (antígeno carcinoembrionário), radiografia de tórax e ultrassonografia de abdome superior.
  2. B) colonoscopia, CEA, PET-CT e exames pré-operatórios.
  3. C) exames pré-operatórios e agendar biópsia da lesão retal no centro cirúrgico a ser realizada durante a hemorroidectomia.
  4. D) colonoscopia e, a depender do resultado da biópsia, prosseguir com a investigação diagnóstica.
  5. E) colonoscopia, CEA, tomografia de tórax e abdome e ressonância magnética da pelve.

Pérola Clínica

Idoso com sangramento anal e alteração intestinal + massa retal → investigar câncer colorretal com estadiamento completo.

Resumo-Chave

A presença de sangramento anal e alteração do hábito intestinal em um idoso, especialmente com uma massa retal palpável, é altamente sugestiva de câncer colorretal. A conduta inicial deve ser a biópsia da lesão via colonoscopia para confirmação histopatológica, seguida de estadiamento completo para guiar o tratamento. O estadiamento inclui marcadores tumorais (CEA) e exames de imagem para avaliar disseminação local e à distância.

Contexto Educacional

O câncer colorretal é uma das neoplasias mais comuns e a terceira causa de morte por câncer no Brasil, sendo sua incidência maior em indivíduos acima de 50 anos. A apresentação clínica pode ser variada, incluindo sangramento retal, alteração do hábito intestinal, dor abdominal, anemia e perda de peso. A presença de uma massa retal palpável, friável e sangrante, como descrito no caso, é um forte indicativo de neoplasia e exige investigação imediata. A investigação diagnóstica começa com o exame proctológico e a retossigmoidoscopia ou colonoscopia, que permite a biópsia da lesão para confirmação histopatológica. Uma vez confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma, o estadiamento é fundamental para determinar a extensão da doença e guiar a conduta terapêutica. O antígeno carcinoembrionário (CEA) é um marcador tumoral útil para monitoramento da resposta ao tratamento e detecção de recidivas. O estadiamento do câncer de reto requer exames de imagem para avaliar a extensão local e a presença de metástases à distância. A ressonância magnética da pelve é o exame de escolha para o estadiamento local do câncer retal, fornecendo detalhes sobre a profundidade da invasão tumoral, o envolvimento de linfonodos perirretais e a relação com as fáscias mesorretais, informações cruciais para o planejamento cirúrgico e a indicação de neoadjuvância. A tomografia computadorizada de tórax e abdome é utilizada para rastrear metástases em órgãos como pulmões e fígado. A combinação desses exames permite um estadiamento preciso e um plano de tratamento individualizado, que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para câncer colorretal em idosos?

Sinais de alerta incluem sangramento retal, alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação de início recente), dor abdominal, perda de peso inexplicada e anemia ferropriva.

Por que a colonoscopia é essencial na investigação de massa retal?

A colonoscopia permite a visualização direta da lesão, a biópsia para confirmação histopatológica do tipo de tumor e a avaliação de outras lesões sincrônicas no cólon.

Quais exames são necessários para o estadiamento do câncer de reto?

Para o estadiamento, são solicitados CEA (marcador tumoral), tomografia de tórax e abdome (para metástases à distância) e ressonância magnética da pelve (para estadiamento local e planejamento cirúrgico).

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