SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Um paciente de 75 anos de idade, hipertenso controlado, com queixa de sangramento anal há 6 meses após as evacuações e alteração do hábito intestinal, compareceu ao hospital. O exame proctológico evidenciou a presença de mamilos hemorroidários grau 3 e tumoração endurecida, friável, sangrante, indolor, ocupando 1/3 da circunferência do reto, a 5 cm da borda anal.Nesse caso hipotético, a melhor conduta é solicitar
Idoso com sangramento anal e alteração intestinal + massa retal → investigar câncer colorretal com estadiamento completo.
A presença de sangramento anal e alteração do hábito intestinal em um idoso, especialmente com uma massa retal palpável, é altamente sugestiva de câncer colorretal. A conduta inicial deve ser a biópsia da lesão via colonoscopia para confirmação histopatológica, seguida de estadiamento completo para guiar o tratamento. O estadiamento inclui marcadores tumorais (CEA) e exames de imagem para avaliar disseminação local e à distância.
O câncer colorretal é uma das neoplasias mais comuns e a terceira causa de morte por câncer no Brasil, sendo sua incidência maior em indivíduos acima de 50 anos. A apresentação clínica pode ser variada, incluindo sangramento retal, alteração do hábito intestinal, dor abdominal, anemia e perda de peso. A presença de uma massa retal palpável, friável e sangrante, como descrito no caso, é um forte indicativo de neoplasia e exige investigação imediata. A investigação diagnóstica começa com o exame proctológico e a retossigmoidoscopia ou colonoscopia, que permite a biópsia da lesão para confirmação histopatológica. Uma vez confirmado o diagnóstico de adenocarcinoma, o estadiamento é fundamental para determinar a extensão da doença e guiar a conduta terapêutica. O antígeno carcinoembrionário (CEA) é um marcador tumoral útil para monitoramento da resposta ao tratamento e detecção de recidivas. O estadiamento do câncer de reto requer exames de imagem para avaliar a extensão local e a presença de metástases à distância. A ressonância magnética da pelve é o exame de escolha para o estadiamento local do câncer retal, fornecendo detalhes sobre a profundidade da invasão tumoral, o envolvimento de linfonodos perirretais e a relação com as fáscias mesorretais, informações cruciais para o planejamento cirúrgico e a indicação de neoadjuvância. A tomografia computadorizada de tórax e abdome é utilizada para rastrear metástases em órgãos como pulmões e fígado. A combinação desses exames permite um estadiamento preciso e um plano de tratamento individualizado, que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
Sinais de alerta incluem sangramento retal, alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação de início recente), dor abdominal, perda de peso inexplicada e anemia ferropriva.
A colonoscopia permite a visualização direta da lesão, a biópsia para confirmação histopatológica do tipo de tumor e a avaliação de outras lesões sincrônicas no cólon.
Para o estadiamento, são solicitados CEA (marcador tumoral), tomografia de tórax e abdome (para metástases à distância) e ressonância magnética da pelve (para estadiamento local e planejamento cirúrgico).
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