CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024
Sobre o Câncer Colorretal considere as afirmativas como ( V ) para a afirmação verdadeira e ( F ) para a afirmação falsa, depois assinale a alternativa que representa a sequência correta de cima para baixo: ( ) O CEA (antígeno carcinoembrionário) é um dos principais exames para o diagnóstico do câncer colorretal. ( ) Os pólipos hamartomatosos são considerados lesões com alto potencial de malignização. ( ) Para ser considerada cirurgia oncológica do cólon, entre outros fatores, há a necessidade de a peça cirúrgica conter pelo menos 12 linfonodos. ( ) A Síndrome de Lynch está associada à Polipose Adenomatosa Familiar, sendo ambas caracterizadas por pólipos com baixo potencial de malignização.
CEA monitora, não diagnostica + Mínimo 12 linfonodos para estadiamento CCR.
O diagnóstico de CCR é histopatológico; o CEA serve para seguimento. A cirurgia oncológica exige ressecção linfonodal adequada (≥12) para estadiamento preciso.
O câncer colorretal é uma das neoplasias mais comuns, com patogênese frequentemente ligada à sequência adenoma-carcinoma. O entendimento das síndromes hereditárias (Lynch e PAF) é crucial para o rastreamento diferenciado. No manejo cirúrgico, a radicalidade oncológica, incluindo a linfadenectomia adequada, define o prognóstico e a conduta terapêutica complementar, sendo o padrão de 12 linfonodos um consenso internacional.
O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) apresenta baixa sensibilidade e especificidade para o diagnóstico inicial, podendo estar elevado em fumantes, doenças inflamatórias intestinais e outros tumores. Sua principal utilidade é no acompanhamento pós-operatório para detectar precocemente a recorrência tumoral.
A análise de pelo menos 12 linfonodos é um indicador de qualidade da cirurgia oncológica e é necessária para garantir um estadiamento N (linfonodal) confiável. Uma amostragem menor pode resultar em subestadiamento (falso N0), privando o paciente de quimioterapia adjuvante necessária.
A PAF é causada por mutações no gene APC, resultando em centenas de pólipos adenomatosos com quase 100% de risco de câncer se não tratada. A Síndrome de Lynch (HNPCC) é causada por mutações em genes de reparo do DNA (MMR), apresentando poucos pólipos, mas com progressão acelerada para malignidade.
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