Câncer Colorretal: Diagnóstico e Tratamento Cirúrgico

Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 62 anos de idade, comparece para consulta médica com queixa de sangue nas fezes há 1 ano. Refere também que no período chegou a receber 1 bolsa de sangue devido a anemia e perdeu 7kg. Não há outros antecedentes pessoais. Traz um exame de colonoscopia completa que evidenciou uma lesão ulcerada no colón sigmoide, de cerca de 5cm, que ocupa 50% da luz e está localizada a 17cm da borda anal. Os exames de tomografia de tórax, abdômen e pelve não tem alterações. Sobre o caso descrito, indique a alternativa que descreve a conduta apropriada para o caso:

Alternativas

  1. A) A lesão é passível de ressecção por colonoscopia, sendo esta a melhor opção terapêutica.
  2. B) Trata-se de lesão possivelmente benigna e a melhor conduta é repetir nova colonoscopia em 6 meses.
  3. C) Há indicação de tratamento cirúrgico com retossigmoidectomia e linfadenectomia.
  4. D) Iniciar quimioterapia e radioterapia o mais breve possível, e repetir a colonoscopia após o término do tratamento.

Pérola Clínica

Lesão ulcerada >2cm com sintomas sistêmicos no cólon → alta suspeita de câncer colorretal, indicação cirúrgica.

Resumo-Chave

Pacientes idosos com sangramento gastrointestinal crônico, anemia e perda de peso devem ser investigados para neoplasias colorretais. Uma lesão ulcerada grande no cólon, mesmo sem metástases à distância, requer tratamento cirúrgico radical com linfadenectomia devido à alta probabilidade de malignidade e invasão.

Contexto Educacional

O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e a segunda principal causa de morte por câncer no Brasil. Sua incidência aumenta com a idade, sendo mais frequente em indivíduos acima de 50 anos. A apresentação clínica pode variar, mas sintomas como sangramento retal, anemia ferropriva, perda de peso inexplicada e alteração do hábito intestinal são sinais de alarme que exigem investigação imediata. O diagnóstico precoce é crucial para um melhor prognóstico. A fisiopatologia do CCR geralmente envolve a progressão de pólipos adenomatosos para adenocarcinoma, um processo que pode levar anos. A colonoscopia com biópsia é o padrão-ouro para o diagnóstico, permitindo a visualização direta da lesão e a coleta de material para análise histopatológica. O estadiamento da doença, que inclui exames de imagem como tomografia de tórax, abdômen e pelve, é fundamental para definir a extensão da doença e planejar o tratamento. O tratamento do CCR localizado é predominantemente cirúrgico, com a ressecção do segmento do cólon afetado e a linfadenectomia regional. A quimioterapia adjuvante pode ser indicada dependendo do estadiamento patológico pós-cirúrgico. Para lesões no cólon sigmoide, a retossigmoidectomia é o procedimento padrão. A escolha da terapia é individualizada, considerando o estadiamento, a localização do tumor e as condições clínicas do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme para câncer colorretal em idosos?

Sinais de alarme incluem sangramento nas fezes, anemia inexplicada, perda de peso não intencional, alteração do hábito intestinal e dor abdominal persistente.

Qual a conduta inicial para uma lesão suspeita de câncer no cólon sigmoide?

Após a biópsia confirmar malignidade, o tratamento padrão para lesões localizadas no cólon sigmoide é a ressecção cirúrgica com linfadenectomia, como a retossigmoidectomia.

Quando a ressecção endoscópica é uma opção para lesões no cólon?

A ressecção endoscópica é indicada para lesões pequenas, superficiais, sem sinais de invasão profunda ou malignidade avançada, como pólipos adenomatosos ou carcinomas in situ.

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