SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
Homem de 65 anos apresenta história de emagrecimento, constipação, fezes em fita, tenesmo e episódios de hematoquezia. No exame físico, encontra-se descorado ++/4, emagrecido, com FC = 110bpm e PA = 100 x 70mmHg. A palpação abdominal é indolor e não apresenta visceromegalias. O toque retal mostra sangue vivo na luva, sem massas no fundo de saco, e próstata aumentada, de consistência elástica, mas sem nodulações. Em relação ao tumor maligno mais provável, é correto afirmar que o(a):
Câncer colorretal: geralmente surge de pólipos adenomatosos, que progridem para adenocarcinoma; colonoscopia é padrão ouro diagnóstico.
O câncer colorretal é uma neoplasia comum que, na maioria dos casos, se desenvolve a partir da transformação maligna de pólipos adenomatosos. Sintomas como alteração do hábito intestinal, sangramento retal e emagrecimento devem levantar a suspeita, e a colonoscopia com biópsia é essencial para o diagnóstico.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns, com alta incidência e mortalidade. Na maioria dos casos (cerca de 70-80%), ele se desenvolve a partir de lesões precursoras benignas, os pólipos adenomatosos, que sofrem uma sequência de alterações genéticas e histológicas ao longo de anos (sequência adenoma-carcinoma). Os sintomas do CCR são variados e dependem da localização do tumor. Podem incluir alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia), fezes em fita, sangramento retal (hematoquezia ou melena), tenesmo, dor abdominal, anemia ferropriva, perda de peso e fadiga. Em pacientes idosos com esses sintomas, a suspeita deve ser alta. O diagnóstico definitivo é feito por colonoscopia com biópsia da lesão. A tomografia computadorizada é útil para o estadiamento da doença e avaliação de metástases, mas não para o diagnóstico primário. O tratamento envolve cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia, dependendo do estágio da doença. A disseminação linfática geralmente precede a hematogênica, e o rastreamento é fundamental para detecção precoce.
Os sintomas do câncer colorretal podem incluir alteração do hábito intestinal (constipação ou diarreia), fezes em fita, sangramento retal (hematoquezia), tenesmo, dor abdominal, anemia ferropriva, perda de peso inexplicável e fadiga. A presença desses sinais, especialmente em idosos, exige investigação.
A maioria dos cânceres colorretais se desenvolve a partir de pólipos adenomatosos benignos que, ao longo do tempo, sofrem alterações genéticas e histológicas, progredindo para adenocarcinoma. Essa sequência adenoma-carcinoma é a via mais comum de desenvolvimento da doença.
O melhor exame para o diagnóstico do câncer colorretal é a colonoscopia com biópsia da lesão. Este procedimento permite a visualização direta do cólon e reto, a remoção de pólipos e a coleta de tecido para análise histopatológica, confirmando a presença de malignidade.
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