UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
O câncer colorretal é um dos tumores malignos de maior incidência no Brasil. Quais pacientes apresentam maior risco para desenvolvimento de câncer colorretal?
Síndrome de Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) confere o maior risco para câncer colorretal, com desenvolvimento quase certo se não tratada.
A Síndrome de Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma condição genética autossômica dominante que confere um risco quase 100% de desenvolvimento de câncer colorretal em idade jovem se não for realizada colectomia profilática. É um dos fatores de risco mais potentes para CCR.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias malignas mais comuns globalmente, e seu desenvolvimento está associado a uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Compreender os fatores de risco é fundamental para a estratificação de pacientes e a implementação de estratégias de rastreamento e prevenção adequadas. Entre os fatores de risco, a idade avançada (>50 anos), histórico pessoal de pólipos adenomatosos ressecados e histórico familiar de CCR são importantes. No entanto, algumas condições genéticas conferem um risco significativamente maior. A Síndrome de Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma doença autossômica dominante caracterizada pelo desenvolvimento de centenas a milhares de pólipos adenomatosos no cólon e reto, com um risco de quase 100% de desenvolver CCR até os 40 anos se não for realizada colectomia profilática. Outras condições, como a retocolite ulcerativa de longa duração (especialmente >10 anos de doença extensa), também aumentam substancialmente o risco de CCR. O rastreamento para CCR deve ser individualizado com base nesses fatores de risco, sendo mais intensivo e precoce em pacientes com síndromes genéticas ou doenças inflamatórias intestinais.
Pólipos adenomatosos são lesões pré-malignas que, se não removidas, podem progredir para câncer colorretal. O histórico de pólipos ressecados aumenta o risco e exige rastreamento regular.
A PAF é causada por uma mutação no gene APC, levando ao desenvolvimento de centenas a milhares de pólipos adenomatosos no cólon e reto, com risco de câncer colorretal de quase 100% até os 40 anos se não tratada.
Pacientes com retocolite ulcerativa de longa data (geralmente > 8-10 anos de doença extensa) têm um risco aumentado de câncer colorretal, que é proporcional à duração e extensão da inflamação.
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