UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023
A incidência estimada do câncer colorretal (CCR) é de 1,36 milhão de casos novos por ano no mundo. No Brasil, estimam-se, entre 2018-2019, 36.360 novos casos de câncer colorretal. Considerando o caso do acometimento de pacientes na faixa etária entre 40 e 50 anos, podemos afirmar que:
Câncer colorretal em jovens: maior risco em mulheres, predomínio de tumores proximais, pior prognóstico.
A alternativa D está incorreta. A literatura geralmente descreve uma incidência ligeiramente maior de câncer colorretal em homens do que em mulheres, embora essa diferença possa variar com a idade e a localização do tumor. As outras alternativas descrevem características do CCR em pacientes jovens, como predomínio de tumores proximais e pior prognóstico devido ao diagnóstico tardio.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns globalmente, com uma incidência crescente em pacientes jovens, abaixo dos 50 anos. Essa tendência é preocupante, pois o diagnóstico em idades mais precoces frequentemente se associa a estágios mais avançados da doença e a um pior prognóstico. É fundamental que os profissionais de saúde estejam cientes das particularidades do CCR em jovens para otimizar o rastreamento e o manejo. A fisiopatologia do CCR em jovens pode diferir daquela em idosos, com uma maior proporção de casos associados a síndromes genéticas hereditárias, como a Síndrome de Lynch e a Polipose Adenomatosa Familiar. Clinicamente, os tumores em jovens tendem a se localizar mais frequentemente no cólon proximal (direito) e podem apresentar características histológicas mais agressivas, como tipo mucinoso ou pouco diferenciado. Os sintomas podem ser inespecíficos e levar a um atraso no diagnóstico. O prognóstico do CCR em pacientes jovens é frequentemente pior devido ao diagnóstico em estágios mais avançados da doença. O tratamento segue os princípios gerais do CCR, mas a consideração de síndromes genéticas é mais proeminente. A conscientização sobre os sintomas e a redução da idade de início do rastreamento em populações de risco são estratégias importantes para melhorar os resultados nesses pacientes. A incidência é geralmente maior em homens do que em mulheres, contrariando a afirmação da alternativa D.
Em pacientes jovens (<50 anos), o câncer colorretal tende a ser diagnosticado em estágios mais avançados, com maior frequência de tumores proximais (cólon direito), histologia mais agressiva (mucinosos, indiferenciados) e, consequentemente, um pior prognóstico.
Os sintomas em jovens podem ser inespecíficos, mas incluem alterações persistentes do hábito intestinal (diarreia ou constipação), sangramento retal (hematoquezia), dor abdominal, anemia por deficiência de ferro e perda de peso inexplicada.
A literatura geralmente indica uma incidência ligeiramente maior de câncer colorretal em homens do que em mulheres, embora essa diferença possa ser menos pronunciada em faixas etárias mais jovens ou em certos subtipos de tumores.
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