Câncer Colorretal: Rastreamento, Sinais e Fatores de Risco

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020

Enunciado

Um homem de 70 anos queixa-se de sangramento retal com seu clínico geral há 2 semanas. Ele descreve sangue misturado às fezes, associado a uma alteração nos hábitos intestinais normais, como aumento na frequência de evacuação. Ele também apresentou dor abdominal no lado esquerdo e perda de peso de 10kg no último mês,. Antes, ele se sentia bem e não tinha história familiar de doença gastrointestinal. O exame físico do abdome e o exame de toque retal estavam normais. Exame de sangue mostra uma anemia hipocrômica e microcítica. A colonoscopia solicitada pelo clínico mostra um câncer colorretal em cólon descendente. Com relação ao quadro acima, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Apenas 20% dos pacientes com câncer colorretal do lado direito estão anêmicos.
  2. B) A modalidade de rastreamento mais amplamente investigada é o exame de sangue oculto nas fezes.
  3. C) A obesidade não proporciona um risco maior de evoluir para câncer de cólon que os indivíduos de peso normal.
  4. D) Na minoria dos casos, os cânceres colorretais surgem de pólipos adenomatosos displásicos.
  5. E) A cirurgia deverá ser realizada, mesmo quando os riscos forem maiores que os potenciais benefícios.

Pérola Clínica

Sangue oculto nas fezes é o método de rastreamento mais investigado para câncer colorretal.

Resumo-Chave

O exame de sangue oculto nas fezes (FOBT ou FIT) é a modalidade de rastreamento para câncer colorretal mais amplamente estudada e implementada em programas de saúde pública devido à sua não invasividade, custo-efetividade e capacidade de detectar lesões precoces.

Contexto Educacional

O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. Sua importância clínica reside na alta prevalência e na possibilidade de prevenção através do rastreamento de lesões pré-malignas (pólipos adenomatosos) e detecção precoce de tumores. A apresentação clínica varia conforme a localização do tumor, sendo mais insidiosa no cólon direito e mais obstrutiva no cólon esquerdo. A fisiopatologia do CCR geralmente envolve uma sequência adenoma-carcinoma, onde pólipos adenomatosos progridem para adenocarcinoma ao longo de anos, impulsionados por mutações genéticas. Os sintomas como sangramento retal, alteração do hábito intestinal, dor abdominal e perda de peso são indicativos de doença avançada. A anemia hipocrômica microcítica é um sinal de alerta crucial, especialmente em idosos, sugerindo sangramento crônico. O diagnóstico é confirmado por colonoscopia com biópsia. O tratamento do CCR é primariamente cirúrgico, com quimioterapia e/ou radioterapia adjuvantes dependendo do estágio da doença. O rastreamento é fundamental para a prevenção e detecção precoce, sendo o exame de sangue oculto nas fezes (FOBT ou FIT) a modalidade mais amplamente investigada e utilizada em programas populacionais devido à sua simplicidade e custo-efetividade. A colonoscopia é o padrão-ouro para diagnóstico e remoção de pólipos, mas é mais invasiva e cara. Fatores de risco como obesidade e dieta inadequada são modificáveis e devem ser abordados na prevenção.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas do câncer colorretal?

Os sinais e sintomas do câncer colorretal incluem alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação), sangramento retal, dor abdominal, perda de peso inexplicável, fadiga e anemia por deficiência de ferro. Tumores do cólon esquerdo tendem a causar mais obstrução e alteração do hábito intestinal.

Qual a importância da anemia hipocrômica microcítica no diagnóstico de câncer colorretal?

A anemia hipocrômica microcítica em pacientes idosos, sem outra causa aparente, deve levantar forte suspeita de sangramento gastrointestinal crônico, sendo o câncer colorretal uma das principais etiologias a serem investigadas, mesmo na ausência de sangramento visível.

Quais são os fatores de risco modificáveis para o câncer colorretal?

Fatores de risco modificáveis para o câncer colorretal incluem obesidade, sedentarismo, dieta rica em carne vermelha e processados, baixo consumo de fibras, tabagismo e consumo excessivo de álcool. A modificação desses hábitos pode reduzir o risco.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo