PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020
Um homem de 70 anos queixa-se de sangramento retal com seu clínico geral há 2 semanas. Ele descreve sangue misturado às fezes, associado a uma alteração nos hábitos intestinais normais, como aumento na frequência de evacuação. Ele também apresentou dor abdominal no lado esquerdo e perda de peso de 10kg no último mês,. Antes, ele se sentia bem e não tinha história familiar de doença gastrointestinal. O exame físico do abdome e o exame de toque retal estavam normais. Exame de sangue mostra uma anemia hipocrômica e microcítica. A colonoscopia solicitada pelo clínico mostra um câncer colorretal em cólon descendente. Com relação ao quadro acima, assinale a alternativa correta:
Sangue oculto nas fezes é o método de rastreamento mais investigado para câncer colorretal.
O exame de sangue oculto nas fezes (FOBT ou FIT) é a modalidade de rastreamento para câncer colorretal mais amplamente estudada e implementada em programas de saúde pública devido à sua não invasividade, custo-efetividade e capacidade de detectar lesões precoces.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e uma das principais causas de morte por câncer globalmente. Sua importância clínica reside na alta prevalência e na possibilidade de prevenção através do rastreamento de lesões pré-malignas (pólipos adenomatosos) e detecção precoce de tumores. A apresentação clínica varia conforme a localização do tumor, sendo mais insidiosa no cólon direito e mais obstrutiva no cólon esquerdo. A fisiopatologia do CCR geralmente envolve uma sequência adenoma-carcinoma, onde pólipos adenomatosos progridem para adenocarcinoma ao longo de anos, impulsionados por mutações genéticas. Os sintomas como sangramento retal, alteração do hábito intestinal, dor abdominal e perda de peso são indicativos de doença avançada. A anemia hipocrômica microcítica é um sinal de alerta crucial, especialmente em idosos, sugerindo sangramento crônico. O diagnóstico é confirmado por colonoscopia com biópsia. O tratamento do CCR é primariamente cirúrgico, com quimioterapia e/ou radioterapia adjuvantes dependendo do estágio da doença. O rastreamento é fundamental para a prevenção e detecção precoce, sendo o exame de sangue oculto nas fezes (FOBT ou FIT) a modalidade mais amplamente investigada e utilizada em programas populacionais devido à sua simplicidade e custo-efetividade. A colonoscopia é o padrão-ouro para diagnóstico e remoção de pólipos, mas é mais invasiva e cara. Fatores de risco como obesidade e dieta inadequada são modificáveis e devem ser abordados na prevenção.
Os sinais e sintomas do câncer colorretal incluem alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação), sangramento retal, dor abdominal, perda de peso inexplicável, fadiga e anemia por deficiência de ferro. Tumores do cólon esquerdo tendem a causar mais obstrução e alteração do hábito intestinal.
A anemia hipocrômica microcítica em pacientes idosos, sem outra causa aparente, deve levantar forte suspeita de sangramento gastrointestinal crônico, sendo o câncer colorretal uma das principais etiologias a serem investigadas, mesmo na ausência de sangramento visível.
Fatores de risco modificáveis para o câncer colorretal incluem obesidade, sedentarismo, dieta rica em carne vermelha e processados, baixo consumo de fibras, tabagismo e consumo excessivo de álcool. A modificação desses hábitos pode reduzir o risco.
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