SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2020
Um paciente de 52 anos de idade, hipertenso e diabético, vai ao consultório do cirurgião com queixa de emagrecimento e sangramento vivo pelo ânus há seis meses. Nega alterações de diurese ou hábito intestinal. Ao exame físico, o abdome estava pouco distendido, sem massas palpáveis. Realizou-se toque retal, observando-se esfíncter normotônico, sem lesões palpáveis, sem hemorroidas, com sangue vivo em dedo de luva. O paciente apresenta exames laboratoriais realizados na UBS que identificam Hb = 9,3, leucócitos = 11.000, plaquetas = 340.000, Na = 138, K = 4,2, U = 77 e Cr = 1,94. Quanto ao caso clínico apresentado e tendo em vista os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir. A colonoscopia com biópsia será de grande valia na investigação diagnóstica desse paciente.
Sangramento retal + Perda ponderal + Anemia em >45-50 anos = Colonoscopia.
Pacientes com sinais de alarme (sangramento, anemia, emagrecimento) e idade sugestiva devem ser investigados para neoplasia colorretal via colonoscopia, que permite visualização e biópsia.
O câncer colorretal é uma das neoplasias mais comuns e letais, mas possui um longo período pré-clínico na forma de pólipos adenomatosos, o que torna o rastreamento e o diagnóstico precoce extremamente eficazes. Em pacientes com sintomas constitucionais e sangramento ativo, a colonoscopia não é apenas uma ferramenta de rastreio, mas o pilar diagnóstico definitivo. A presença de anemia microcítica e hipocrômica em homens ou mulheres pós-menopausa deve sempre levantar a suspeita de perda crônica pelo trato gastrointestinal, exigindo avaliação endoscópica alta e baixa.
Os sinais de alarme incluem alteração do hábito intestinal, hematoquezia ou melena, anemia ferropriva sem causa óbvia, perda ponderal não intencional e dor abdominal persistente em pacientes acima de 45-50 anos.
A colonoscopia permite a visualização direta de toda a mucosa do cólon e reto, além de possibilitar a realização de biópsias de lesões suspeitas e a ressecção de pólipos pré-malignos (polipectomia).
Sim, as diretrizes atuais recomendam o rastreamento universal a partir dos 45 anos para indivíduos de risco médio, mas a presença de sintomas (rastreio diagnóstico) impõe a realização do exame independentemente da idade.
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