Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
Em relação ao câncer colorretal, é correto afirmar:
Cirurgia oncológica colorretal adequada = ≥ 12 linfonodos ressecados para estadiamento preciso.
A avaliação de pelo menos 12 linfonodos é um critério de qualidade para a ressecção cirúrgica do câncer colorretal, pois garante um estadiamento linfonodal mais preciso e, consequentemente, um melhor planejamento terapêutico e prognóstico.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade, sendo a cirurgia o pilar do tratamento curativo. A adequação oncológica da ressecção cirúrgica é fundamental para o prognóstico do paciente e para a tomada de decisão terapêutica subsequente. Um dos critérios de qualidade mais importantes é a avaliação de um número mínimo de linfonodos. A recomendação de ressecar e analisar pelo menos 12 linfonodos regionais visa garantir um estadiamento linfonodal preciso (estadiamento N do sistema TNM). Um número insuficiente de linfonodos pode levar a um subestadiamento, resultando na não indicação de quimioterapia adjuvante para pacientes que se beneficiariam, comprometendo o prognóstico. A fisiopatologia do CCR envolve a progressão de adenomas para adenocarcinomas, com disseminação linfática sendo uma via comum de metástase. Além da cirurgia, o tratamento do CCR pode incluir quimioterapia e radioterapia, dependendo do estadiamento. O seguimento com CEA e exames de imagem é essencial para monitorar a recidiva. É crucial que o residente compreenda os nuances do estadiamento e os fatores prognósticos para oferecer o melhor cuidado ao paciente.
A ressecção de pelo menos 12 linfonodos é crucial para um estadiamento linfonodal preciso (estadiamento N), o que impacta diretamente o prognóstico e a decisão sobre terapia adjuvante.
Tumores do cólon direito tendem a ser exofíticos, crescer mais e causar anemia por sangramento oculto. Tumores do cólon esquerdo são mais estenosantes (anel de guardanapo), causando obstrução e sangramento vermelho vivo.
O antígeno carcinoembrionário (CEA) é útil no seguimento pós-operatório para detecção de recidiva e na avaliação da resposta ao tratamento, mas não tem valor diagnóstico primário devido à baixa sensibilidade e especificidade.
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