IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2024
Um homem de 68 anos vai ao médico para consulta de rotina. Nos últimos seis meses, ele teve um aumento na frequência de evacuações e fezes com sangue ocasional. Ele tem hipertensão, doença arterial coronariana e doença pulmonar obstrutiva crônica e fuma um maço de cigarros por dia há 40 anos. Seus medicamentos atuais incluem aspirina, lisinopril e salmeterol. O exame físico é inocente, apesar de uma grande hemorroida interna. O teste das fezes para sangue oculto é positivo. Qual das alternativas a seguir é a próxima etapa mais apropriada no manejo desse paciente?
Idoso com sangramento retal, alteração hábito intestinal e sangue oculto positivo → Colonoscopia para excluir neoplasia.
Em pacientes idosos com sangramento retal, alteração do hábito intestinal e teste de sangue oculto positivo, a colonoscopia é o exame de escolha para investigar a causa, mesmo na presença de hemorroidas, devido ao alto risco de neoplasias colorretais.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e com alta mortalidade, especialmente em idosos. A investigação de sangramento gastrointestinal baixo em pacientes com fatores de risco e alterações do hábito intestinal é fundamental, pois pode ser um sinal precoce de CCR. A presença de hemorroidas não exclui a necessidade de investigação de outras causas, como neoplasias. A suspeita de CCR deve ser alta em pacientes acima de 50 anos com sintomas como sangramento retal, anemia ferropriva, alteração do hábito intestinal ou perda de peso inexplicada. O teste de sangue oculto nas fezes positivo, embora não diagnóstico, reforça a necessidade de investigação aprofundada, especialmente em cenários de risco. A colonoscopia é o padrão-ouro para o diagnóstico de CCR, permitindo a visualização direta de todo o cólon, a biópsia de lesões suspeitas e a polipectomia. É crucial para o rastreamento e diagnóstico precoce, melhorando significativamente o prognóstico e a sobrevida dos pacientes.
Sinais de alerta incluem sangramento retal, alteração persistente do hábito intestinal (diarreia ou constipação), dor abdominal, perda de peso inexplicada e anemia por deficiência de ferro, especialmente em pacientes acima de 50 anos.
A colonoscopia permite a visualização direta da mucosa, a biópsia de lesões suspeitas e a remoção de pólipos, o que não é possível com o enema baritado, que tem menor sensibilidade para lesões pequenas e não permite intervenção.
A idade avançada (>50 anos), o tabagismo e a presença de sangramento retal com alteração do hábito intestinal são fatores de risco significativos que aumentam a suspeita de câncer colorretal.
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