Conduta no Tumor de Cólon Ascendente: Ileocolectomia Direita

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2026

Enunciado

Um homem feodérmico, com 59 anos de idade e obeso, queixando dor intensa no flanco direito, febre termometrada de 37,9ºC, vômitos e queda do estado geral, procurou o serviço de urgência hospitalar. Os exames complementares revelaram anemia, leucocitose e distensão de íleo e ceco, não sendo possível identificar o apêndice, sem outras alterações. Com a hipótese diagnóstica de apendicite aguda, foi indicada laparoscopia para apendicectomia. Durante a operação, verificou-se o apêndice normal, mas foi encontrado um grande tumor no cólon ascendente. Tendo por base apenas esses dados, qual deve ser a CONDUTA nesse paciente entre as apresentadas a seguir?

Alternativas

  1. A) Realizar ileostomia, seguida de colonoscopia para biopsiar o tumor e decidir a conduta correta.
  2. B) Realizar ileocolectomia direita com linfadenectomia regional e ileotransversostomia laterolateral.
  3. C) Retirar o tumor com margem de cinco centímetros, linfadenectomia regional e anastomose colônica.
  4. D) Realizar cecostomia descompressiva, colonoscopia com biópsia, quimioterapia redutora e cirurgia.

Pérola Clínica

Achado incidental de tumor de cólon em cirurgia → Ileocolectomia direita oncológica.

Resumo-Chave

Diante de um tumor de cólon ascendente identificado durante laparoscopia, a conduta correta é a ressecção segmentar oncológica com linfadenectomia regional imediata.

Contexto Educacional

O câncer de cólon direito pode mimetizar quadros de apendicite aguda, seja por obstrução do óstio apendicular pelo tumor ou por perfuração tumoral bloqueada. Em pacientes acima de 50 anos com suspeita de apendicite, o câncer colorretal deve sempre figurar como diagnóstico diferencial. Ao identificar um tumor de cólon ascendente durante uma laparoscopia indicada por suspeita de apendicite, o cirurgião deve proceder com a ileocolectomia direita oncológica, que consiste na ressecção do íleo terminal, ceco, cólon ascendente e flexura hepática, seguida de linfadenectomia e anastomose ileotransversa. Esta conduta oferece a melhor chance de cura e estadiamento preciso, evitando reintervenções desnecessárias.

Perguntas Frequentes

Por que realizar a ileocolectomia direita em vez de apenas a tumorectomia?

A cirurgia oncológica colorretal exige a remoção do segmento intestinal afetado com margens de segurança, juntamente com seu suprimento vascular e drenagem linfática correspondente. A ileocolectomia direita permite a retirada dos linfonodos pericólicos e intermediários, essencial para o estadiamento patológico e para reduzir o risco de recorrência local.

Quais vasos são ligados durante uma ileocolectomia direita oncológica?

Para garantir uma linfadenectomia adequada, deve-se realizar a ligadura na origem dos vasos ileocólicos, da artéria cólica direita (quando presente) e do ramo direito da artéria cólica média. Isso assegura a remoção de todo o território linfonodal que drena a região do ceco e cólon ascendente.

O que fazer se o cirurgião encontrar um tumor irressecável?

Se o tumor apresentar invasão de estruturas vitais impossibilitando a ressecção R0 ou se o paciente estiver instável, a conduta deve ser paliativa. Isso pode incluir a realização de um bypass interno (anastomose ileotransversa sem ressecção) ou uma estomia descompressiva para evitar obstrução, seguida de biópsia para planejamento de quimioterapia.

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