UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
J.G.H., 51 anos, G5 P5 C0 A0, sexarca aos 12 anos de idade, sem parceiro fixo, sem comorbidades, tabagista de 10 cigarros/dia e drogas ilícitas ocasionais, sem acompanhamento ginecológico há 8 anos, realizou exames de rotina com os seguintes resultados: Colpocitologia oncótica: lesão intraepitelial de alto grau (NIC III). O resultado da colposcopia com a biópsia foi a seguinte: achados colposcópicos anormais maiores (sugestivos de lesão de alto grau) com resultado anatomopatológico da biópsia: carcinoma micro invasor. A respeito desse caso de câncer de colo de útero, considere as afirmações e assinale a opção correta. 1. É o câncer ginecológico mais comum no Brasil.2. É um câncer que realmente pode ser prevenido com os métodos atuais de rastreamento.3. A paciente citada apresenta somente dois fatores de risco para o câncer de colo uterino. 4. O papilomavírus humano (HPV) está envolvido na carcinogênese em mais de 99% dos casos de câncer cervical. 5. A fase inicial do câncer de colo uterino geralmente é assintomática ou oligossintomática.
Câncer de colo uterino: Prevenível por rastreamento, HPV >99% dos casos, fase inicial assintomática.
O câncer de colo de útero é o segundo câncer ginecológico mais comum no Brasil, altamente prevenível por rastreamento (Papanicolau e vacina HPV). O Papilomavírus Humano (HPV) é o principal agente etiológico, presente em mais de 99% dos casos. A fase inicial da doença é frequentemente assintomática, o que reforça a importância do rastreamento regular.
O câncer de colo de útero é uma das neoplasias ginecológicas mais relevantes no Brasil, sendo o segundo mais comum entre as mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma. Sua importância reside no fato de ser um câncer altamente prevenível, tanto por métodos primários (vacinação contra o HPV) quanto secundários (rastreamento com Papanicolau), que permitem a detecção e tratamento de lesões precursoras antes que progridam para câncer invasivo. A carcinogênese cervical está intrinsecamente ligada à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco, que é detectado em mais de 99% dos casos. Fatores de risco adicionais incluem sexarca precoce, múltiplos parceiros sexuais, tabagismo, imunossupressão e a ausência de acompanhamento ginecológico regular. A paciente do caso clínico apresenta múltiplos desses fatores, o que aumenta significativamente seu risco. É crucial que residentes compreendam que a fase inicial do câncer de colo de útero é frequentemente assintomática ou oligossintomática, o que sublinha a vitalidade do rastreamento periódico. A detecção de lesões intraepiteliais de alto grau (NIC III) ou carcinoma microinvasor através da colpocitologia e biópsia permite intervenções precoces, melhorando drasticamente o prognóstico e a sobrevida das pacientes.
Os principais fatores de risco incluem infecção persistente por HPV de alto risco, múltiplos parceiros sexuais, início precoce da atividade sexual (sexarca), tabagismo, imunossupressão e falta de rastreamento ginecológico regular.
A prevenção primária envolve a vacinação contra o HPV. A prevenção secundária é feita através do rastreamento com o exame de Papanicolau (colpocitologia oncótica), que permite a detecção e tratamento de lesões pré-cancerígenas.
Na fase inicial, o câncer de colo de útero é geralmente assintomático ou oligossintomático. Sintomas como sangramento vaginal anormal (pós-coito, intermenstrual ou pós-menopausa), corrimento vaginal com odor fétido e dor pélvica geralmente indicam doença mais avançada.
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