SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2024
O Câncer de Colo de Útero é uma lesão invasiva intrauterina ocasionada principalmente pelo:
Câncer de Colo de Útero → causado principalmente pelo Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco oncogênico.
O Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os tipos de alto risco oncogênico, é o principal agente etiológico do câncer de colo de útero. A infecção persistente por esses tipos de HPV é um fator crucial para o desenvolvimento das lesões pré-cancerígenas e, posteriormente, do câncer invasivo.
O Câncer de Colo de Útero é uma neoplasia maligna que se desenvolve no colo do útero, sendo o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres globalmente. Sua etiologia está fortemente ligada à infecção persistente por tipos de alto risco do Papilomavírus Humano (HPV). A transmissão do HPV ocorre principalmente por via sexual, e a maioria das infecções é transitória, mas a persistência de cepas oncogênicas é o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer. A fisiopatologia envolve a integração do DNA viral do HPV nas células do epitélio cervical, levando à expressão de oncoproteínas virais (E6 e E7) que inativam genes supressores tumorais, como p53 e pRb, promovendo a proliferação celular descontrolada. O diagnóstico precoce é realizado através do rastreamento citopatológico (Papanicolau), que detecta lesões pré-cancerígenas (NIC - Neoplasia Intraepitelial Cervical). A colposcopia e a biópsia são utilizadas para confirmar o diagnóstico e determinar a extensão da lesão. O tratamento varia conforme o estágio da doença, podendo incluir conização, histerectomia, radioterapia e quimioterapia. A prevenção primária, através da vacinação contra o HPV, e a prevenção secundária, com o rastreamento regular, são as estratégias mais eficazes para reduzir a incidência e a mortalidade por câncer de colo de útero. Residentes devem dominar as diretrizes de rastreamento e vacinação, bem como o manejo das lesões pré-malignas e malignas.
Os tipos de HPV de alto risco oncogênico mais associados ao câncer de colo de útero são o HPV 16 e o HPV 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos. Outros tipos de alto risco incluem 31, 33, 45, 52 e 58.
A prevenção do câncer de colo de útero envolve a vacinação contra o HPV, que é mais eficaz antes do início da vida sexual, e o rastreamento regular por meio do exame Papanicolau, que detecta lesões pré-cancerígenas permitindo tratamento precoce.
O Papanicolau é fundamental para detectar alterações nas células do colo do útero antes que se tornem câncer. Ele permite identificar lesões intraepiteliais de baixo e alto grau, possibilitando intervenção precoce e evitando a progressão para doença invasiva.
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