Câncer de Colo do Útero: Rastreamento e Prevenção

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022

Enunciado

Assinale a alternativa correta sobre o câncer de colo do útero.

Alternativas

  1. A) Gestantes estão protegidas do câncer do colo do útero ou de lesões precursoras.
  2. B) O rastreamento em mulheres com menos de 25 anos tem impacto na redução da incidência e/ou mortalidade por câncer do colo do útero.
  3. C) A detecção das lesões precursoras do câncer do colo do útero continua sendo muito útil.
  4. D) As mulheres que tomaram vacina HPV na época correta não têm câncer de colo do útero.
  5. E) É importante que se faça o exame citopatológico anualmente até os 75 anos de idade

Pérola Clínica

Rastreamento do câncer de colo do útero foca na detecção e tratamento de lesões precursoras, reduzindo incidência e mortalidade.

Resumo-Chave

A detecção e tratamento das lesões precursoras (NIC - Neoplasia Intraepitelial Cervical) através do exame citopatológico (Papanicolau) é a estratégia mais eficaz para reduzir a incidência e mortalidade por câncer de colo do útero. O rastreamento em mulheres jovens (<25 anos) não é recomendado devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões e risco de intervenções desnecessárias.

Contexto Educacional

O câncer de colo do útero é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma, e é causado pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). A doença é prevenível e curável quando diagnosticada precocemente. A principal estratégia de prevenção secundária é o rastreamento através do exame citopatológico (Papanicolau), que visa detectar as lesões precursoras antes que se tornem câncer. A detecção e o tratamento das lesões precursoras, conhecidas como Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NIC), são extremamente eficazes na redução da incidência e mortalidade por câncer de colo do útero. As diretrizes atuais recomendam o início do rastreamento aos 25 anos para mulheres que já tiveram atividade sexual, com periodicidade trienal após dois exames anuais consecutivos negativos, e término aos 64 anos. O rastreamento em mulheres com menos de 25 anos não tem impacto na redução da incidência e/ou mortalidade, devido à alta taxa de regressão espontânea das lesões nessa faixa etária. A vacinação contra o HPV é uma medida de prevenção primária fundamental, protegendo contra os tipos de HPV mais associados ao câncer de colo do útero. No entanto, mesmo mulheres vacinadas devem continuar realizando o rastreamento citopatológico, pois a vacina não confere proteção contra todos os tipos de HPV e não trata infecções já existentes. Gestantes não estão protegidas do câncer de colo do útero ou de lesões precursoras, e o exame citopatológico pode ser realizado durante a gravidez, se indicado.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da detecção de lesões precursoras no câncer de colo do útero?

A detecção e tratamento das lesões precursoras (NIC) são cruciais, pois impedem a progressão para o câncer invasivo, sendo a principal estratégia para reduzir a incidência e mortalidade da doença.

O rastreamento do câncer de colo do útero é recomendado para mulheres com menos de 25 anos?

Não, o rastreamento em mulheres com menos de 25 anos não é recomendado, pois a maioria das lesões nessa faixa etária regride espontaneamente, e o rastreamento pode levar a intervenções desnecessárias e ansiedade.

A vacina contra o HPV elimina completamente o risco de câncer de colo do útero?

Não, a vacina contra o HPV protege contra os tipos de HPV mais oncogênicos, mas não contra todos. Portanto, mesmo mulheres vacinadas devem seguir as recomendações de rastreamento com o exame citopatológico.

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